Em Formiga, Romeu Zema fala sobre adoção da cota de 762 metros para o Lago de Furnas


Segundo o governador de Minas Gerais, o nível garantiria as atividades turísticas e econômicas no reservatório. Ele ainda afirmou que vai manter conversas com o governo federal sobre o assunto. Lago de Furnas
Sérgio Mourão/Divulgação Governo de Minas
Durante visita ao município de Formiga, nesta quarta-feira (30), o governador Romeu Zema afirmou que mantém conversa com o governo federal para a adoção da cota mínima de 762 metros para o Lago de Furnas. Segundo Zema, o nível garantiria as atividades turísticas e econômicas no reservatório.
De acordo com o Estado, o nível atual de Furnas está em 759,24 metros acima do nível do mar. O nível de 762 metros é considerado suficiente para o uso múltiplo de água, atendendo os municípios banhados pelo lago com a manutenção de atividades econômicas voltadas ao turismo, piscicultura e agropecuária.
“Conversei ontem com o ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, que me disse estar acompanhando de perto essa situação. Fiz o convite para visitarmos a região e ele ver de perto hotéis que ficaram a 500 metros da lâmina d´água e que foram prejudicados”, afirmou Zema.
O G1 procurou o Ministério de Minas e Energia sobre o assunto, mas não houve retorno até a última atualização da matéria.
Nível
Em março deste ano, o reservatório atingiu a cota 762. Na ocasião, a Associação dos Municípios do Entorno do Lago de Furnas (Alago) explicou que com o nível alcançado, as 39 cidades às margens do lago têm água suficiente para o uso múltiplo: além da geração de energia, o turismo e atividades econômicas como piscicultura.
O governador afirmou ainda que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que regulam o fluxo de geração de energia elétrica e o nível das represas, estão comprometidos a implementar um plano de recuperação do Lago de Furnas.
Sabemos que nos últimos meses houve uma melhora, mas essa melhoria deve se manter por mais tempo, até que a represa alcance o patamar desejado. Vale lembrar que toda essa situação depende de questões climáticas, que fogem ao controle de qualquer um. Mas aquilo que está ao meu alcance está sendo feito. Meu diálogo com Brasília, que tem o controle do nível da represa, tem sido constante.
Propostas
No dia 24 deste mês aconteceu a 4ª reunião sobre as condições de operação da Usina Hidroelétrica de Energia (UHE) Furnas e UHE Mascarenhas de Moraes (Peixoto), promovida pela Agência Nacional de Águas.
No encontro, segundo o Governo de Minas, foram apresentadas propostas para preencher o reservatório. A ONS apresentou a primeira proposta para a regra de transição, que inclui a adoção da vazão defluente máxima média mensal de 600 m³ por segundo, em novembro; manutenção da vazão defluente máxima média mensal de 500 m³ por segundo entre os meses de dezembro de 2020 e abril de 2021.
A reunião foi realizada de forma virtual e contou com a participação de representantes do Ministério de Minas e Energia e do Turismo; NOS; Alago; Movimento Pró-Furnas 762, comitês de bacias e parlamentares mineiros.
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