Em meio à pandemia, número de ‘empresas-filhas’ da Unicamp aumenta 27% e faturamento total chega a R$ 8 bilhões, diz agência


Dados divulgados pela Inova Unicamp, nesta quarta-feira (14), mostram 1.038 companhias cadastradas. Maioria está na Região Sudeste e 89,7% são micro ou pequenas empresas. Prédio da agência de inovação Inova Unicamp, em Campinas
Thomaz Marostegan/Inova Unicamp
Em meio aos reflexos da pandemia da Covid-19, o número de “empresas-filha” da Unicamp aumentou 27% nos últimos 12 meses e contribuiu para que o faturamento total do grupo chegasse ao patamar de R$ 8 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (14) pela Agência de Inovação Inova Unicamp. Ao todo são 1.038 cadastros, dos quais 223 foram neste período de levantamento.
Segundo a Inova, as “empresas-filhas” reúne, 33,3 mil empregos diretos e 92% delas foram criadas por alunos ou ex-alunos da universidade; enquanto as demais foram desenvolvidas por docentes ou funcionários, empresas que tenham como atividade principal uma tecnologia licenciada da Unicamp, ou companhias incubadas ou graduadas pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incamp).
Ao todo, são quase 2 mil postos de trabalho a mais do que o verificado no ano anterior. Já o faturamento aumentou aproximadamente R$ 100 milhões, apesar dos cenário de crise sanitária.
“É um grande marco chegarmos a 1 mil empresas, isso mostra a pujança da Unicamp, dessas empresas e o principal: o fato de estarem bem centradas na Região Metropolitana e ver o impacto de uma universidade de qualidade no desenvolvimento socioeconômico”, diz o diretor-executivo da Agência de Inovação da Unicamp (Inova), Newton Frateschi.
Entre as 223 novas empresas listadas na pesquisa, 64% foram fundadas nos últimos cinco anos. A agência destaca que o cadastro é relevante na medida em que a empresa-filha pode interagir mais com a Unicamp e, além disso, ter a chance de garantir mais visibilidade no ecossistema e acordos.
Do total de cadastradas, 929 estão ativas no mercado, o que representa alta de 29,5% no comparativo com as 717 do ano anterior. Além disso, a Inova destaca que 26% do grupo atuante – 243 – interagem com a Unicamp em pesquisas conjunta, mentorias, patrocínios, consultorias, entre outras parcerias.
“Nesse momento de pandemia a gente vê que muitas apareceram em função de ter soluções para pandemia, a maioria pequenas. Nós vemos que a pandemia afeta de forma muito inomogênea e não vejo grandes variações para os próximos 12 meses”, avalia Frateschi ao ponderar que muitas foram impactadas, mas, em contrapartida, outras com processos digitalizados se destacam.
Áreas de atuação e origem
O levantamento de 2020 indica que 89,7% são micro ou pequenas empresas. Veja abaixo detalhes:
Micro porte – 595
Pequenas – 239
Média – 85
Grande – 10
Sobre o campo de atuação, o setor de Tecnologia da Informação concentra a maior parcela – 26% – o equivalente a 242 “empresas-filhas” da universidade estadual. Em seguida aparecem:
Tecnologia da Informação – 242
Consultoria – 125
Engenharia – 94
Saúde humana e bem-estar – 69
Educação – 67
Alimentos e bebidas – 57
Serviços – 51
Energia – 44
Artes, design e multimídia – 39
Biotecnologia – 28
Marketing – 24
Agricultura e saúde animal – 22
Comércio e serviços – 21
Telecomunicações – 13
Tecnologias verdes – 11
Química – 10
Distribuição
A instituição responsável por gerenciar a inovação tecnológica na universidade e intermediar parte das parcerias dela destaca que 87,3% das empresas-filha estão no Estado de São Paulo. Considerando-se apenas a Região Metropolitana (RMC), o índice é de 59,9% e, para a Inova, isso reflete a importância da universidade em formar talentos que atuam como agentes transformadores da região.
De acordo com a Inova, 19% têm atuação internacional, com escritórios e até exportações.
Exemplo de inovação
Um dos destaques recentes na lista da Inova é uma empresa da qual o ex-aluno do curso de engenharia mecânica Murilo Peixoto é sócio, na capital paulista. A companhia, explica, foi a quarta do país a conseguir registrar um ventilador pulmonar na Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), com projeto 100% nacional. A Inova facilitou o início do processo de desenvolvimento.
“Me ajudaram ao especificar os testes necessários, foram muito prestativos e acompanharam o projeto. A tecnologia transborda na Unicamp e meu objetivo é desenvolver mais e levar ao mercado”, diz ao mencionar que a empresa é especialista em soluções para engenharia de fluidos, sobretudo processos com ar, óleo ou água, e tem como clientes ramos portuários e aeronáuticos.
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