Empresa demite funcionários envolvidos no assassinato de João Alberto

O Grupo Vector afirmou neste sábado, 21, a rescisão por justa causa dos vigilantes Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, envolvidos no espancamento e assassinato de João Alberto Silveira Freitas. O anúncio foi feito mais de 24 horas após a morte do homem negro de 40 anos em uma unidade do hipermercado Carrefour em Porto Alegre, caso que gerou revolta e protestos por todo o país. Em comunicado, a empresa de segurança informou lamentar “profundamente os fatos ocorridos” e se sensibilizou “com os familiares da vítima”. O Grupo Vector também garantiu que irá auxiliar a Polícia Civil na elucidação dos fatos e que “submete seus colaboradores a treinamento adequado inerente às suas atividades, especialmente quanto à prática do respeito às diversidades, dignidade humana, garantias legais, liberdade de pensamento, bem como à diversidade racial e étnica”.

Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva foram flagrados pelas câmeras de segurança espancando João Alberto até a morte. Os dois tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. Eles foram autuados em flagrante por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ontem (20), uma grande manifestação foi realizada em frente à unidade do Carrefour, situada na zona norte de Porto Alegre. O protesto terminou em confronto entre manifestantes e a Brigada Militar. Cinco pessoas ficaram feridas, três manifestantes e dois PMs. Outras duas foram presas. Palco do confronto na noite passada, o Carrefour amanheceu novamente com as portas fechadas, sem previsão de reabertura. O estacionamento do hipermercado foi depredado.

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