Estado de SP mantém leitos Covid-19 e não vai agendar mais cirurgias eletivas

O governo do Estado de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira, 19, que assinou um decreto que determina que todos os hospitais públicos, filantrópicos ou privados não devem desmobilizar qualquer leito voltado para a Covid-19 — seja UTI ou enfermaria. Além disso, também não são mais permitidos agendamentos de cirurgias eletivas. “Dessa forma, podemos garantir leitos para todos os pacientes que possam necessitar”, avaliou o secretário estadual de Saúde Jean Gorinchteyn. “Precisamos analisar esses índices de forma muito próxima e esperar que todos os dados sejam efetivamente compilados para entender o quanto essa curva realmente vai ser comportar.” Hoje, o Estado tem cerca de 7 mil leitos voltados para o coronavírus.

Jean Gorinchteyn apresentou alguns dados das últimas semanas para exemplificar o motivo dessa análise ser tão complexa. O número de novos casos, de acordo com a média móvel, subiu de 3.664 para 4.269. Porém, isso pode ser reflexo das falhas no sistema do Ministério da Saúde que impediu a computação correta dos dados. Já as internações subiram 8% no mesmo período — de 1.009 para 1.093. O número de óbitos também teve uma leve alta nos números, mas se manteve estável: de 88 para 95 mortes. O governador João Doria garantiu transparência e disse que não há decisões políticas ou econômicas e que todas as medidas passam pelo Comitê de Contingência sob coordenação de José Medina.

O Estado de São Paulo tem, nesta quinta, 1.191.290 casos de Covid-19 e 41.074 óbitos. A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 43,5% no Estado e em 49,7% na Grande São Paulo. Entre o número de internados, 3.573 estão em UTI e 4.897 estão em enfermaria. “O vírus não descansa, não estacionada. Ele acelera se ninguém usar máscara, não lavar as mãos, não usar álcool em gel e insistir em aglomeração para celebrar o que quer que seja. Não é o momento de fazer festa e tirar a máscara”, reforçou Doria.

CoronaVac

As primeiras 120 mil doses da CoronaVac, potencial vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan e o laboratório Sinovac, chegaram ao Brasil na manhã de hoje pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. Elas fazem parte de um lote de 6 milhões que foi aprovado pela Anvisa no dia 23 de outubro e devem chegar no Brasil até o fim de dezembro. João Doria, Jean Gorinchteyn e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, acompanharam a entrega. Agora, o imunizante segue para o local desconhecido que vai estocar as unidades até o aval da agência reguladora para aplicação — o que deve acontecer no início de 2021, após a divulgação dos estudos finalizados da fase 3 de testes.

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