Estado de SP registra média diária de 163 mortes por coronavírus e está em tendência de queda nesta segunda


Variação da média móvel de mortes foi de -26%, o que para especialistas indica tendência de queda. Foram registradas 17 novas mortes pela Covid-19 e 905 novos casos confirmados da doença nas últimas 24 horas, números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras. Funcionários fazem enterro no Cemitério de Vila Formosa, na Zona Leste da cidade de São Paulo, na tarde deste sábado (01), em meio à pandemia do coronavírus.
Robson Rocha/Estadão Conteúdo
O estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira (28) 17 novas mortes por coronavírus em 24 horas, chegando ao total de 35.125 óbitos desde o início da pandemia. A média de mortes voltou a ter queda, segundo critério de especialistas.
As novas confirmações em 24 horas não significam que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras.
A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e minimiza as diferenças das notificações, é de 163 óbitos por dia neste domingo. A variação foi de – 26% em relação ao valor registrado há 14 dias, o que para os especialistas indica queda. Como o cálculo da média móvel considera um período maior, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.
Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28), o governo estadual comemorou a diminuição nos registros, mas afirmou que ainda não é possível relaxar nos cuidados, já que a doença ainda não foi controlada.
“Esses números apresentados são muito promissores, estão dentro das previsões do centro de contingência, mas a gente precisa alertar que nós ainda estamos com uma média móvel de mais de 160 mortes diárias no estado de São Paulo. Então nós não podemos relaxar de maneira alguma”, afirmou o diretor executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo, em coletiva de imprensa nesta segunda.
Gabbardo também destacou que não é possível falar de uma segunda onda de casos e mortes em São Paulo, pois o estado ainda não saiu da primeira.
“Eu não falaria em segunda onda no Brasil e em São Paulo em especial, porque nós não saímos da primeira ainda. Nós ficamos um bom tempo no platô e agora estamos começando a descer, então não se fala ainda em segunda onda em São Paulo. Claro que isso é uma preocupação, agora os indicadores que nós temos em São Paulo não apontam para isso, todos os indicadores, o secretário Eduardo mostrou anteriormente, mostra uma redução importante no número de internações, mostra a redução importante da ocupação de leitos de UTI, mostra a redução de casos confirmados mesmo com o aumento, com a ampliação dos testes que tão sendo feitos e mostra redução dos óbitos”, disse o diretor executivo do Centro de Contingência.
As taxas de ocupação de leitos de UTI também vem caindo no estado, o que fez com que o governo estadual anunciasse o fechamento do Hospital de Campanha do Ibirapuera no sábado (26), a última estrutura temporária montada na cidade de São Paulo que ainda estava funcionando.
Segundo a Secretaria estadual de Saúde, há também 905 novos casos confirmados da doença e o total chega a 973.142. A média móvel de novos casos diários está em 5.116 nesta segunda.
O número de casos inclui resultados positivos em exames laboratoriais para Covid-19, tanto do tipo rápido, que verifica apenas a presença de anticorpos e aponta para infecção passada, quanto o que analisa a presença do vírus no organismo no momento do teste – o chamado exame RT-PCR.
Evolução da epidemia
O estado de São Paulo registra queda na média móvel de mortes nesta segunda-feira (28) após um novo período de estabilidade. Desde o fim de agosto, os registros diários de novas mortes vinham sendo menores, mas a variação da média móvel de mortes ainda estava dentro do que os especialistas consideravam estabilidade, pois aumentava ou diminuía dentro da faixa de até 15%. Na sequência, houve um período de queda de fato.
No entanto, no dia 21 de setembro, o estado apresentou alta de 27% na média de mortes na comparação com o valor de 14 dias antes.
O aumento se deu, pois durante o feriado do dia 7 de setembro a média móvel de mortes chegou a 151, menor valor registrado em 100 dias. Nos feriados e finais de semana costuma ocorrer subnotificação dos casos e mortes, pois as equipes trabalham em regime de plantão.
Após o feriado prolongado, estado voltou a ter maiores registros na média diária de mortes e a tendência voltou à estabilidade.
Antes da diminuição de mortes observada no feriado e também nas semanas anteriores a ele, o estado chegou a permanecer por mais de três meses ininterruptos com a média diária de mortes acima de 200 por dia, o chamado platô no ponto mais alto da curva epidemiológica.
Desde o dia 17 de setembro a média diária de mortes tem se mantido abaixo de 200.
Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:
17 novas mortes
905 novos casos
Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:
35.125 mortes
973.142 casos confirmados
Queda na semana epidemiológica
SP registra a semana com o menor número de mortes desde maio
O estado de São Paulo registrou 1.136 mortes por coronavírus na semana epidemiológica que se encerrou no sábado (26). O valor é 16% menor do que o registrado na semana anterior, que teve 1.360 óbitos entre 13 e 19 de setembro.
Embora ainda seja alto, o número desta semana epidemiológica foi o menor registrado no estado desde maio. Na semana entre 10 e 16 de maio, o valor total de novos óbitos havia sido de 1.080. (veja o gráfico abaixo).
Internados e UTIs
O número de pacientes internados com suspeita ou confirmação de Covid-19 no estado nesta segunda caiu para 8.710, sendo 4.780 em enfermaria e 3.930 em unidades de terapia intensiva (UTI). No domingo, eram 9.062, sendo 5.089 em enfermaria e 3.973 em UTI.
A taxa de ocupação dos leitos das UTIs está em 44,7% no estado e 43,2% na Grande São Paulo. No domingo, os índices eram de 45,6% no estado e 44,4% na Grande São Paulo.
Desde o início da pandemia, 839.629 pessoas estão recuperadas, destas 107.024 foram internadas e tiveram alta hospitalar.
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