Estudo epidemiológico que monitora Covid-19 em Fernando de Noronha entra na terceira fase


Participam da pesquisa 900 voluntários, homens e mulheres de diversas faixas etárias e moradores de todas as regiões da ilha. Pesquisadores fazem exames com moradores da ilha
Ana Clara Marinho/TV Globo
A terceira fase do estudo epidemiológico realizado em Fernando de Noronha teve início na terça-feira (29), com a aplicação de questionários aos moradores que participam da pesquisa. O trabalho, que começou em maio, analisa a presença e a circulação do novo coronavírus na ilha.
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Segundo os estudiosos, os dados coletados fornecem informações que orientam ações de vigilância e controle da Covid-19. A pesquisa também auxilia a retomada das atividades sociais e econômicas em Noronha.
O trabalho é feito com a participação de pesquisadores, agentes comunitários e de endemia, além de integrantes da saúde e da educação. Participam da pesquisa 900 voluntários, homens e mulheres de diversas faixas etárias e moradores de todas as regiões da ilha.
Além das entrevistas, os pesquisadores fazem testes para detecção do novo coronavírus, em todas as fases do estudo. São realizados dois tipos de exames: o RT-PCR, que coleta secreções do nariz e da garganta e que identifica a Covid-19 na forma aguda; e o exame sorológico, a partir da coleta de sangue, para verificar se a pessoa já teve a doença e desenvolveu anticorpos.
“Neste momento de retomada do turismo na ilha, a colaboração da população que participa da pesquisa é essencial para que a comunidade de Fernando de Noronha continue sendo monitorada e acompanhada e possa retomar as atividades econômicas e sociais com segurança”, afirmou o superintendente de Saúde da Administração do Distrito, Fernando Magalhães.
Ao longo das duas primeiras etapas do estudo, foram realizados mais de 1,7 mil testes, o que representa mais de um terço da população de Noronha. Na primeira fase, 42 casos de coronavírus foram confirmados pelo estudo.
Na segunda fase, a pesquisa encontrou mais quatro infectados, já curados, com anticorpos para a Covid-19, diagnosticados a partir do exame sorológico rápido. Todos os exames do tipo RT-PCR realizados nessa etapa tiveram resultados negativos.
Para os estudiosos, isso indica que, mesmo após o retorno de moradores que estavam no continente, a partir de junho, não se detectou a doença na fase aguda. Os pesquisadores também indicam que os resultados comprovam a ausência de transmissão comunitária do novo coronavírus em Noronha.
Casos em investigação
A Administração da Ilha informou que foram encaminhados ao Recife, na terça-feira (29), amostras de 49 passageiros que desembarcaram em Noronha no sábado (26). Esses exames passam a ser considerados casos em investigação para Covid-19.
Desde o início da pandemia, foram registrados 119 casos da doença, sendo 74 na ilha e 45 importados. Segundo o governo, todos tiveram cura clínica.
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