Eterno domingo

Anos atrás, quando Garopaba exaltava suas graças de cidade pacata, sem movimento durante seus domingos, tudo parava no tempo. Eram poucos comércios abertos, poucas pessoas circulavam, basicamente se estendiam ao seio familiar nas tardes de domingo.

Garopaba era serena, com um ar outrora bucólico, hoje nos remete a saudade. Saudade essa que nos leva a segurança e qualidade do estar pelo simples fato de querer estar naquele lugar.

Nos tempos de hoje, é praticamente enxergar Garopaba em pleno domingo parada. Houve uma transformação abrupta nesta cidade. Nem em sonhos, hoje Garopaba se transformaria na bucólica cidade de anos atrás, a não ser

que houvesse uma grande transformação social.

Quando, mesmo em sonhos, pensaríamos estar passando por todo esse transtorno a qual vivenciamos? Hoje, Garopaba reflete um pouco daquilo que era anos atrás, mas diferente daquele momento a qual era comum e todos viviam de forma harmônica a melancolia e o ar bucólico da cidade, o medo e a incerteza paira sobre todos nós. Vivemos um presente diante de um futuro incerto e isso causa muito desconforto além de medo, muito medo.

Estamos vivendo um eterno domingo, cada dia que passa, a impressão é como se voltássemos ao ontem. É um looping que não se encerra. Sem saber o que será do amanha, como estará nossa cabeça ao fim disso tudo? A saúde mental pode ser muito abalada em momentos como este, ao qual somos privados de nossa liberdade. Além do medo da doença, a necessidade de ganhar o pão de cada dia, nos faz conflitar mentalmente diante de uma guerra sem precedentes.

Diante tantas fragilidades, achamos uma ilha de interações a qual mantem a mente sã. Hoje, a arte, em suas diversas formas de expressão, é a ilha

de conforto mental para grande parte da população. Mesmo aquele que não acredita ou de o devido valor, faz uso da mesma para que não se perca em meio ao caos social e as perturbações mentais ao qual o isolamento

provoca. Ouvir música, assistir filmes, pintar quadros ou desenhar com os filhos. A arte evoca soluções praticas e nos faz imergir em práticas saudáveis para o corpo, mente e alma, fazendo com que ela venha a ser

um santo remédio não só neste, mas principalmente no momento atípico em que passamos.

Experimente a vida mais leve, faça com que a arte esteja em seu cotidiano, e não se esqueça… Fique em casa!

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“As pessoas sempre escolherão uma história que as ajude a sobreviver e prosperar.”