Ex-prefeito de Piên acusado da morte de adversário político vai a júri popular


Gilberto Dranka foi encontrado pela polícia escondido no forro da casa, tentando evitar a prisão em 2017; ele teve o nome confirmado como candidato à prefeitura da cidade neste ano. Justiça determina que ex-prefeito de Piên vá a júri popular
A Justiça determinou que Gilberto Dranka, ex-prefeito de Piên, na Região Metropolitana de Curitiba, vá a júri popular. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do prefeito que venceu as eleições, em 2016.
Loir Dreveck (PMDB), de 52 anos, viajava com a família para Santa Catarina, pela PR-420, em dezembro de 2016, quando foi surpreendido por um motoqueiro e levou um tiro na cabeça. Ele morreu três dias depois, no hospital.
Gilberto Dranka foi encontrado pela polícia escondido no forro da casa em 31 de janeiro, em uma operação do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), tentando evitar a prisão.
Ex-prefeito foi preso ao tentar se esconder dos policiais, no forro de casa
Reprodução/RPC
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Dranka e o então presidente da Câmara, Leonides Maahs, foram os autores intelectuais, planejaram o crime, que foi executado por outros dois homens.
Todos já são réus, por dois homicídios, já que outro homem também acabou sendo morto. Em 2017, o juiz de primeiro grau decidiu que eles devem ir a júri popular.
As defesas recorreram, o processo ficou parado e, na semana passada, o Tribunal de Justiça, a segunda instância, mandou o processo de volta para a primeira instância.
“A gente aguarda pela realização do julgamento para que, após a amplitude de defesa fornecida a todos eles, seja o veredito culpado ou inocente para ser, após isso, o cumprimento da pena”, afirmou Samir Mattar Assad, assistente de acusação.
Os réus chegaram a ficar presos, mas atualmente são monitorados por tornozeleira eletrônica.
Candidato à prefeitura
Gilberto Dranka quer voltar a ser prefeito de Piên, e teve o nome confirmado como candidato à prefeitura pelo Partido Social Liberal (PSL).
A Lei da Ficha Limpa não restringe a candidatura de quem está respondendo a processo em primeira instância mas, sim, de condenados em segunda instância, por um colegiado.
O advogado de defesa pediu que, considerando o período eleitoral vigente, seja retirada do candidato a tornozeleira eletrônica e que ele possa se recolher após às 23h.
A defesa afirma que Gilberto Dranka é inocente.
“Gilberto Dranka, pelo fato de estar concorrendo ao pleito, ele merece ter o pedido atendido, ele precisa se distanciar dos limites que impõem a medida cautelar e se alongar um pouco mais durante o período da noite, pois está em campanha. Ele é inocente, e presumidamente inocente, não há nenhuma estranheza o fato dele concorrer ao pleito municipal”, disse o advogado Claudio Daledone.
A defesa de Leonides Maahs disse que vai comprovar a inocência dele dentro do processo. Afirmou também que ele participou da campanha e era amigo do prefeito eleito, não tendo motivo para participar do que chamou de “barbárie”.
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