Ex-subsecretário da Seap suspeito de fraude é considerado foragido após operação, afirma MP

Rafael Rodrigues Andrade, que foi subsecretário de Administração Penitenciária, é suspeito de participar de cartel e não foi localizado pelos agentes na operação desta quarta-feira (14) O ex-subsecretário de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, Rafael Rodrigues Andrade, é considerado foragido após não ser encontrado em operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) e da Polícia Civil.
A força-tarefa afirma que ele participava de um esquema que fraudava contratos de fornecimento de alimentos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Os mandados, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Bangu, tiveram alvos no Rio, São Paulo e Espírito Santo. A operação para prender os suspeitos ocorreu na quarta-feira (14) e teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo para o cumprimento de 3 mandados de prisão preventiva e 71 de busca e apreensão.
Na mesma operação foi preso um empresário, e um outro é considerado foragido, segundo informações do Ministério Público.
Durante a operação Hiperfagia, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie, computadores e celulares. Na casa de um agente penitenciário foram encontrados R$ 100 mil em espécie.
Esquema
De acordo com o MPRJ, os suspeitos eram responsáveis por um complexo sistema de desvio de dinheiro público entre empresários e agentes públicos da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), que administra as cadeias do estado do Rio.
Ainda segundo o MP, a investigação apontou que os funcionários públicos ofereciam vantagens indevidas ao mesmo grupo econômico, como ganhos muito superiores ao custo real do fornecimento de desjejum, lanches e refeições.
Nas contratações emergenciais para a alimentação de detentos, eles eliminavam a concorrência.
De acordo com o MP, os agentes são suspeitos, entre outros crimes, de peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade documental, cartel e organização criminosa.
Segundo o MPRJ, o cartel “valeu-se de práticas como a utilização de preços inexequíveis e a formação de estruturas e redes de distribuição empresariais próprias”.
O que diz a Seap
Em nota, a Seap informou que o subsecretário e servidores citados na denúncia foram exonerados dos cargos.
“A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informa que os servidores citados na denúncia já haviam sido exonerados. A ação teve início a partir de investigação da própria Corregedoria da SEAP, que colabora para que seja feita a devida apuração dos fatos.
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