Exame de DNA para identificar se corpo achado em estrada é de travesti desaparecida não foi feito porque família do MA não tem condições de custear viagem


Restos mortais que seriam de Mari Bastos Lima, de 37 anos, foram localizados em julho. Ela está desaparecida desde janeiro. Mari Bastos Lima trabalhava como pizzaiola
Caudeni da Silva/Arquivo pessoal
Um corpo encontrado às margens de uma estrada em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, que seria da Mari de Bastos Lima, de 37 anos, ainda não foi identificado e sepultado. Ocorre que o exame de DNA não pode ser realizado porque a família de Mari que mora no Maranhão não tem condições de custear a viagem até Mato Grosso para o confronto de materiais genéticos.
Mari desapareceu em janeiro deste ano e, em julho, os restos mortais que seriam dela foram encontrados. Cerca de duas semanas depois do sumiço dela, a polícia prendeu três homens suspeitos de envolvimento no desaparecimento.
Eles foram liberados, em seguida, porque, segundo a polícia, não houve fatos que motivassem o flagrante. Conforme a Lei de Abuso de Autoridade, sancionada no ano passado, ninguém pode ser ouvido a noite, a não ser em caso de prisão em flagrante.
A Polícia Civil informou que a identificação da ossada encontrada somente será possível ser realizada com a análise de material genético ou da arcada dentária.
De acordo com a Polícia Civil foram realizadas buscas por prontuários odontológicos de atendimentos que Mari pudesse ter realizado, contudo, não foi localizada nenhuma informação que pudesse colaborar com a identificação do corpo.
Diante disso, a polícia procurou a família da vítima para realizar a coleta de material genético, porém, a família não tem condições financeiras de arcar com viagem.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) informou que vai solicitar ao laboratório mais próximo da família a coleta de material e posterior o envio para Mato Grosso.
Mari desapareceu na noite do dia 8 de janeiro deste ano, depois que saiu do trabalho, em uma pizzaria, em Santo Antônio de Leverger.
A chefe de Mari, Claudeni Gomes da Silva, contou que a funcionária sempre saía do trabalho direto para casa. No entanto, na manhã do dia seguinte, um amigo a procurou em casa e não a encontrou. Ela também não compareceu ao trabalho.
O celular, a bolsa e as roupas dela foram encontrados no imóvel onde morava.
Durante as diligências, os policiais da Delegacia de Santo Antônio de Leverger conseguiram imagens do circuito de segurança de estabelecimento comercial que flagraram a vítima, antes do desaparecimento. Ela estava na companhia de duas pessoas.
Nesses oito meses do desaparecimento, o caso é investigado pela Delegacia de Santo Antônio de Leverger.
A Polícia Civil informou que não há prazo para a conclusão do exame.
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