Fagner canta valsa de 1937 no primeiro single do álbum ‘Serenata’


Artista lança disco em novembro com regravações de sucessos de intérpretes como Orlando Silva e Silvio Caldas. Raimundo Fagner regrava a valsa ‘Rosa’ no álbum ‘Serenata’
Jorge Bispo / Divulgação
♪ Serenata é o nome do álbum que o cantor Raimundo Fagner lançará em novembro com regravações de 12 músicas ambientadas em clima de seresta. São composições, em maioria, lançadas nas vozes de cantores da era de ouro do rádio brasileiro, como Francisco Alves (1898 – 1952), Orlando Silva (1915 – 1978) e, sobretudo, Silvio Caldas (1908 – 1998).
Single que anuncia oficialmente o álbum, Lábios que beijei chega ao mercado fonográfico na sexta-feira, 16 de outubro, com regravação dessa valsa de autoria dos compositores J. Cascata (1912 – 1961) e Leonel Azevedo (1908 – 1980) apresentada em 1937 na voz de Orlando Silva.
Fagner aborda Lábios que beijei em gravação feita com arranjo e piano de Cristovão Bastos. João Camarero e João Lyra tocam violões, sendo que Camarero manuseia o de sete cordas. O toque do violino de Daniel Guedes adorna o registro fonográfico.
Capa do single ‘Lábios que beijei’, de Fagner
Jorge Bispo
Produzido por José Milton, o álbum Serenata é acerto de contas com a memória afetiva de Fagner, cujo irmão, Fares Cândido Lopes, foi seresteiro em Fortaleza (CE), cidade natal do artista. Na infância, Fagner já ouvia cantorias do irmão com o cantor e compositor Evaldo Gouveia (1928 – 2020). Falecido em maio, Gouveia era vizinho e afilhado dos pais de Fagner.
Aos 71 anos, completados na terça-feira, 13 de outubro, Fagner dá voz no álbum Serenata a músicas como Rosa (Pixinguinha com letra posterior de Otávio de Souza, 1917 / 1937), Malandrinha (Freire Júnior, 1927), Maringá (Joubert de Carvalho, 1931), Noite cheia de estrelas (Cândido das Neves, 1932), Serenata (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1935), Chão de estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa, 1937), Deusa da minha rua (Newton Teixeira e Jorge Faraj, 1939), Serenata do adeus (Vinicius de Moraes, 1958), Valsinha (Chico Buarque e Vinicius de Moraes, 1970) e As rosas não falam (Cartola, 1976).
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