Família enfrenta dificuldade após irmãs ficarem paralíticas no mesmo ano: ‘Temos que conformar com essa vida’

Uma das mulheres perdeu movimentos das pernas após cair de pé de coco. A outra levou um tiro acidental. Seis pessoas estão vivendo com um salário mínimo. Duas irmãs deficientes sofrem por não ter condições de arcar com as despesas médicas
Uma família que vive na região sul de Palmas está enfrentando muita dificuldade após duas irmãs sofrerem acidentes e ficarem paralíticas em menos de um ano. A família de seis pessoas agora sobrevive com apenas um salário mínimo.
A Maria Alves Dias, de 36 anos, perdeu o movimento das pernas há mais de um ano, após cair de um pé de coco. “Eu comecei a gritar, mas quando mexi o corpo eu já não sentia, só senti daqui para cá mexendo, para baixo eu já não sentia as pernas mais”, afirmou.
Antes ela trabalhava para sustentar os dois filhos, um de cinco e outro de nove anos. Hoje vive com a mãe e o irmão, que precisou deixar de trabalha para cuidar dela.
A outra irmã é a Luzia Dias. Ela levou um tiro acidental e também perdeu o movimento das pernas ainda em 2019. Neste ano, durante uma sessão de fisioterapia ela se machucou e descobriu um tumor na perna. Agora está internada no Hospital Geral de Palmas (HGP) esperando cirurgia enquanto a filha de dois anos também está dependendo da avó.
“Eu não posso andar mais, já fiz três cirurgias e estou esperando outra. O médico não dá previsão porque diz que tem muita gente na frente”, afirmou Luzia Dias. A Secretaria de Saúde foi procurada, mas ainda não respondeu como está o processo para a cirurgia.
Depois dos dois acidentes a família sofreu um baque. Agora todos dependem da aposentadoria da mãe, a dona Domingas. “Minha mãe que está mantendo. Só com o salário mínimo é muito improvável. Tem que pagar água, energia, a comida. Está sendo difícil, não está sendo fácil”, disse Maria Alves Dias.
Família enfrenta dificuldades e quase não tem o que comer
Reprodução/TV Anhanguera
Para piorar a situação, nenhuma das duas irmãs recebeu algum tipo de benefício. Ambas solicitaram aposentadoria por invalidez, mas devido à pandemia e a demora do INSS ainda estão sem resposta.
Elas nunca tiveram carteira assinada, como não sabem ler e nem escrever trabalharam de forma autônoma. O advogado Elmar Eugênio acompanha o caso das irmãs e afirma que elas não terão direito a uma aposentadoria porque nunca contribuíram.
Segundo ele, a esperança é outro benefício do INSS. “No caso delas, devido ao fato de não serem contribuintes do INSS e preencherem o requisito da miserabilidade, que é a situação financeira da família delas. Elas têm direito de receber o benefício da prestação continuada”, disse.
A Maria segue com esperança. “Nós temos que conformar com essa vida. Só deus para deixar nós andar de volta. E eu peço muito a ele”, disse.
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