Família presta homenagem à mãe e bebê envenenados em Itapema

A família de Josiéli Lopes, de 36 anos, e do bebê de três meses, envenenados em Itapema, prestou homenagem a eles, neste domingo (27). O ato foi realizado às 16h, na Praça da Paz, bairro Centro.

Família presta homenagem à mãe e bebê envenenados em Itapema – Foto: Clarice Freitas

Cerca de 23 pessoas de forma silenciosa, expressarão o pedido pelo fim de tantos feminicídio. Clarice Freitas, irmã da Josiéli expressou: “Queremos justiça pela minha irmã, e por todas as mulheres deste mundo”.

Assassinato de Josiéli Lopes, 36 anos, e do filho de três meses ocorreu na terça-feira (15) – Foto: Clarice Freitas

O crime

Segundo o delegado Diogo Medeiros, da Polícia Civil de Itapema, o crime foi premeditado. O homem preparou uma refeição, colocou veneno em um pedaço de carne, e serviu para Josiéli. Ela comeu, e após isso, amamentou o filho de apenas três meses de vida.

Mãe e bebê assassinados em Itapema foram sepultados em Palhoça – Foto: Arquivo pessoal

Logo em seguida, ambos começaram a passar mal e vieram a óbito. O suspeito confessou o crime, mas frisou que não queria matar o filho. Os corpos foram colocados por ele no carro da família e levados até a cidade de Rio do Cedros.

O homem enterrou os cadáveres da mulher e do bebê em uma mata, localizada na zona rural de difícil acesso, no bairro Cedro II.

Motivação

Segundo relato do investigado, ele matou a vítima após descobrir que ela estava em um novo relacionamento.

A família da vítima informou que o casal já estava separado, mas ainda moravam juntos. No dia do homicídio, era a data limite dada por Josiéli para que o ex-companheiro saísse de casa.

Sangue frio

Para despistar a família de Josiéli, o homem passou a enviar mensagens suspeitas aos parentes que moram em Palhoça e no estado do Paraná.

No último dia, ele enviou mensagem à irmã da vítima, Clarice Aparecida Alonso de Freitas, e informou que havia vendido o carro. A irmã achou a mensagem e acreditou ter sido enviada por outra pessoa.

Desde então, o número de Josiéli bloqueou os familiares no WhatsApp e nas redes sociais. A família não conseguiu mais contato com ela. O telefone celular também está sempre desligado.

Até o filho mais velho da vítima, de 17 anos, de um outro relacionamento, foi bloqueado, após ela supostamente informar que se mudararia para o Rio Grande do Sul.

O jovem registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da mãe. Contou à polícia que achou a forma de escrever estranha, e que não parecia a mãe conversando com ele pelo WhatsApp.

A investigação

Desde o início das investigações, o ex-companheiro foi o principal suspeito pelo desaparecimento das vítimas. Segundo o delegado Medeiros, o depoimento dele era confuso, e deixava brechas sobre os fatos apontados.

O suspeito confessou o crime na terça-feira (22), e informou o local que enterrou as vítimas. O primeiro esposo de Josiéli, pai do filho dela de 17 ano fez a edificação dos corpos no final da manhã desta quarta. Eles foram encaminhados ao IML (Instituto Médico-Legal) de Blumenau.

O Setor de Investigações Criminais de Itapema, na última quarta-feira (23), apreendeu o carro usado pelo suspeito para levar os corpos Rio dos Cedros. O veículo vai passar por uma perícia para identificar se há sangue das vítimas no carro.

Sepultamento das vítimas

O sepultamento de Josiéli Lopes, de 36 anos, e do bebê dela, de três meses, foi marcado por emoção na tarde desta quinta-feira (24), no município de Palhoça.

“Não tem cabimento uma pessoa, em sã consciência, fazer uma coisa dessas”, desabafa Luiz dos Santos, ex-marido de Josiéli.

Luiz conta que já estava separado da vítima há cerca de cinco anos. Foi ele que fez o reconhecimento do corpo no IML (Instituto Médico Legal). Ele e a vítima tinham um filho juntos, de 17 anos, que notificou o pai do desaparecimento da mãe. Eles fizeram o boletim de ocorrência juntos.

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