Faturamento de empresa aumenta em 50% depois de revisão das estratégias de gestão


Com o desejo de fazer a empresa crescer de forma sólida sem perder a tradição, empresário catarinense que herdou os negócios do pai investiu em gestão para expandir seu empreendimento A história da empresa Feuser iniciou nos anos 70, quando Braulio Feuser saiu de Tubarão, no sul de Santa Catarina e foi para Joinville, no vale catarinense, para trabalhar.
Com espírito empreendedor, ele não se contentou em atuar como empregado e após alguns anos na cidade viu uma oportunidade e decidiu abrir seu próprio negócio em 1985, no ramo da construção civil.
Na época, a empresa Feuser, que hoje oferece sistema de exaustão para edifícios, era uma empresa instalada em um rancho, que atendia residências próximas ao local, no fornecimento de chapas.
Porém, sem recursos financeiros para comprar equipamentos, Feuser atendia os clientes de bicicleta e alugava máquinas para poder trabalhar.
Ao longo dos anos, o empreendimento se desenvolveu e os filhos passaram a trabalhar com ele. Em 2010, Feuser decidiu se afastar do negócio e deixar a responsabilidade da empresa para os três filhos que resolveram manter a empresa no mesmo segmento.
Braulio Feuser Junior, hoje o único filho atuante na empresa, conta que nessa época a Feuser já contava com 10 funcionários, mas o faturamento ainda era tímido. A empresa atendia algumas construtoras locais, entretanto 80% dos clientes pessoas físicas.
Uma aposta impulsionadora de negócios
Nos anos 90, a experiência com fabricação de exaustor eólico, trouxe um novo gás para a Feuser.
— Fomos a quinta empresa do Brasil a fabricar exaustor eólico e, naquela época, isso foi uma explosão de vendas. Não durou muito tempo, porque depois o produto acabou caindo em commodity no mercado nacional e muita gente começou a fabricar, assim o preço do produto despencou e acabou inviabilizando o lucro. Assim, paramos de fabricar esse produto, mas, o que eu levo desse período é a experiência que serviu para os projetos futuros que ainda viríamos a desenvolver — lembra Junior.
Junior conta que assim como essa aposta, outras aconteceram e que muitas dificuldades se apresentaram ao longo desses 35 anos de empresa.
— Além da falta de recursos, a falta de conhecimento também barrou a evolução dos negócios. Buscando por capacitação, procurei o Sebrae e encontrei o programa FGA – Ferramentas de Gestão Avançada, que hoje é o Programa de Gestão Avançada – PGA. Esse foi o caminho que trouxe para a empresa o conhecimento necessário em todos os segmentos, tanto na área de marketing, vendas, gestão de pessoas, de processos. Isso acabou dando uma energia para a empresa. A partir daí foram feitas algumas mudanças que estavam emperradas há muito tempo e que fizeram toda a diferença nos negócios — lembra Junior.
Para o gerente regional do Sebrae/SC, na regional norte, Jaime Arcino Dias Junior, o Sebrae tem na sua essência e sempre atuou muito forte na gestão dos negócios, tanto nas capacitações quanto em consultorias.
— Nós entendemos que quando o empresário investe na gestão do seu negócio, ele está melhorando a competitividade da sua empresa. E, isso pode fazer uma grande diferença na atuação dela no mercado. Com certeza aquele empreendedor que investe em conhecimento está mais preparado e terá melhores resultados. Isso às vezes pode ser determinante para a sobrevivência de uma empresa. Na verdade, no mundo dos negócios, o empreendedor deve estar sempre investindo em melhoria contínua — indica Jaime.
Desde que realizou o Programa de Gestão Avançada (PGA), do Sebrae, Junior conta com o apoio da entidade na evolução do seu negócio e revela que os resultados das mudanças realizadas foram surpreendentes, fazendo com que a Feuser tivesse no ano de 2014 um crescimento de mais de 50%.
Junior acredita que o aumento exponencial das vendas foram reflexos das estratégias bem definidas e de todo trabalho realizado com o apoio do Sebrae.
Sebrae tem na sua essência e sempre atuou muito forte na gestão dos negócios
Divulgação
Superação no momento de crise
Assim como para outros segmentos, a empresa de Junior também foi pega de surpresa e afetada com a pandemia. Mas ele acredita que o impacto para os negócios foi pequeno porque a empresa já estava estruturada e tinha dinheiro em caixa para passar por períodos mais críticos.
— Claro que deu medo, ficamos assustados, assim como todo mundo, mas, logo em abril ou maio, a coisa retomou e agora estamos em um ritmo de trabalho bem frenético com o mercado novamente aquecido. Até o momento crescemos 16% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que a expectativa para esse ano era 20%, mas, de qualquer forma estamos na meta, mesmo com pandemia — fala o empreendedor, animado.
Depois que os irmãos saíram da empresa e ele assumiu a gestão sozinho, a responsabilidade aumentou. Consciente de que para evoluir é preciso estar sempre atualizado, o empresário diz que recentemente procurou o Sebrae para uma consultoria de revisão do planejamento estratégico e outra para atualizar os indicadores financeiros.
Nesse momento, o empresário revela que está contando com o apoio do Sebrae em outra capacitação, na área de liderança sistêmica e coaching, a fim de se desenvolver na área de gestão de pessoas. Em breve, Junior revela que pretende procurar o Sebrae, novamente, para realizar um programa de desenvolvimento de lideranças.
— O forte do nosso negócio é a indicação de uma construtora para a outra. Nosso diferencial, além de termos 35 anos de experiência é que nos especializamos em um negócio bem específico. Não é a toa que hoje temos uma fidelização bastante grande e conseguimos conquistar mercado e clientes praticamente todos os meses. Dificilmente perdemos um cliente já conquistado, porque nosso produto tem tradição e ao longo dos anos a empresa tornou-se confiável no mercado — fala Junior, orgulhoso.
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