Fazendeiro suspeito de mandar matar advogados dentro de escritório em Goiânia fica em silêncio durante interrogatório


Segundo a Polícia Civil, dois homens entraram no escritório, com hora marcada, e atiraram contra as vítimas. Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes morreram no local. Fazendeiro Nei Castelli é preso suspeito de mandar matar advogados em Goiânia, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
O fazendeiro Nei Castelli, de 58 anos, suspeito de mandar matar dois advogados dentro do escritório em Goiânia, ficou em silêncio durante interrogatório na Delegacia de Homicídios, nesta quinta-feira (19), segundo o delegado responsável pela investigação, Rhaniel Almeida.
O advogado de defesa do fazendeiro, Carlos Humberto Fauaze, informou ao G1 que o cliente foi orientado a ficar em silêncio e que entrou nesta quinta-feira com um habeas corpus na Justiça de Goiás pedindo a soltura de Nei Castelli.
A polícia realizou a prisão do fazendeiro na terça-feira (17), em um posto de combustível na BR-050, em Catalão, no sudoeste de Goiás. Ele foi o último suspeito de envolvimento no crime preso pela polícia.
O crime aconteceu em 28 de outubro, por volta de 14h30. De acordo com a Polícia Civil, dois homens agendaram horário com os advogados. Ao chegarem ao escritório, no Setor Aeroporto, eles entraram e esperaram. Ainda conforme o relato, a secretária os levou até a sala dos advogados, momento em que os criminosos colocaram as vítimas de costas e disparam.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o motivo do crime seria disputa por terras em São Domingos, no nordeste de Goiás. Os advogados mortos teriam trabalhado em processos judiciais contra familiares do fazendeiro.
Da esquerda para a direita, advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, em Goiânia, Goiás
Reprodução/OAB-GO
Os cinco suspeitos de envolvimento na morte são:
Pedro Henrique Martins: suspeito de ter matado os advogados. Ele foi preso em Porto Nacional (TO), no último 30 de outubro;
Jaberson Gomes: suspeito de marcar horário com os advogados e acompanhar Pedro Henrique no dia do crime. Ele foi morto em confronto com a PM de Tocantins em 30 de outubro;
Hélica Ribeiro Gomes: namorada de Pedro Henrique, presa em 9 de novembro, Porto Nacional (TO);
Cosme Lompa Tavares: suspeito de ser o intermediário das mortes, preso em 9 de novembro em Palmas (TO);
Nei Castelli: fazendeiro suspeito de ser o mandante do crime. Ele foi preso em 17 de novembro, em Catalão.
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