Floripa enfrenta dificuldade para rastrear redes de contato em tempo real

Com o rápido avanço da Covid-19 em Florianópolis, a Vigilância Epidemiológica não está conseguindo proceder em tempo real fazer o monitoramento dos diagnosticados, considerado essencial, pois ajuda a identificar com quem o paciente esteve e a isolar essas pessoas, freando assim a contágio do novo coronavírus.

Segundo a gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor, os casos mais recentes estão sendo priorizados.

– Quando a gente tem esse número de casos muito alto, esse rastreamento acaba atrasando, a gente não faz o rastreamento dentro do tempo oportuno, então a efetividade também, consequentemente, diminui. Quando esse sistema está muito saturado, se priorizam os casos mais recentes, aqueles que estão transmitindo -, detalhou.

A prefeitura tem tentado monitorar e controlar os casos positivos e avisar possíveis redes de contato por telefone, mensagens de celular e também com auxílio do QR-Code nos ônibus, sistema implantando em junho para o retorno do transporte coletivo, além do sistema de inteligência artificial Laura, que é um pronto atendimento digital.

A Secretaria de Saúde de Florianópolis informou que nesta semana e na próxima vai ampliar as equipes de testagens, de monitoramento e da Vigilância Epidemiológica, e que o sistema artificial Laura está em aprimoramento.


Cidadania na pandemia


As pessoas que forem diagnosticadas com Covid-19 devem fazer quarentena (14 dias) e alertar sua rede de contato. De acordo com a epidemiologista Alexandra Crispim Boing, são considerados contatos próximos as pessoas que vivem na mesma casa, que trabalham junto e também quem teve contato com o diagnosticado em uma distância menor de 2 metros por tempo maior que 15 minutos.

– A partir do momento que tem um caso de Covid identificado, todas as pessoas que tiveram contato próximo com esse caso passam a ser investigadas, tem restrição domiciliar e vão ser monitoradas -, diz a pesquisadora.

Atualmente a capital catarinense tem 5.299 casos de Covid-19 e 108 mortes, segundo o boletim da noite de terça-feira (25) divulgado pelo governo estadual. No entanto, o município contabiliza quase 5 mil casos a mais que o Estado. Segundo o Covidômetro, sistema da prefeitura para monitorar a pandemia , das 10,2 mil pessoas com a doença, 1,6 mil ainda estão em tratamento.

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