Fortaleza tem ‘maior circulação viral’ de Covid-19 na última semana, diz boletim da SMS


A proporção de amostras com resultado detectável para Sars-CoV-2 aumentou entre 8 e 15 de outubro, segundo novo boletim epidemiológico Praia de Iracema, em Fortaleza, reuniu multidão de banhistas neste feriado.
Kilvia Muniz/SVM
A taxa de amostras com resultado positivo para Covid-19 em moradores de Fortaleza aumentou em 9,2% entre 8 e 15 de outubro, segundo o boletim de epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgado nesta sexta-feira (16).
Isso indica maior circulação viral na cidade, de acordo com a SMS, porém, “por enquanto, não há repercussão sobre a mortalidade”, ressaltou a secretaria. As amostras são analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen-CE).
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“Atualmente, a transmissão é baixa, embora tenha havido aumento da positividade das amostras. A ampliação da testagem molecular (RT-PCR) direcionada a grupos específicos e sintomáticos é essencial nessa fase para o monitoramento oportuno de surtos, que podem estar ocorrendo em áreas bem delimitadas da cidade”, informa o boletim.
Segundo a SMS, não foram registradas mortes em Fortaleza nas seguintes datas: 12 e 30 de agosto; 20, 24 e 28 de setembro; e 3, 8, 9, 11, 13, 15 e nesta sexta, 16 de outubro.
A secretaria ressalta que esta análise pode refletir, parcialmente, eventuais efeitos das fases de retomada das atividades econômicas na capital propostas pelo Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Fortaleza., desde junho.
“Desde o início de agosto a média móvel permanece estável, indicando baixa transmissão”, aponta o boletim epidemiológico.
Período crítico de casos confirmados
O período mais crítico da pandemia em Fortaleza, com relação aos casos confirmados, ocorreu na transição entre os meses de abril e maio, em um intervalo de aproximadamente vinte dias, segundo a SMS.
Nesse período, a média móvel esteve acima de 600 casos. Desde então, houve uma “acelerada redução” que se estende até o princípio de junho, quando a queda fica mais lenta à medida que a transmissão tende a níveis residuais, diz o boletim.
“A média móvel estimada hoje (18,3 casos) é inferior (53% de redução) à registrada duas semanas atrás e, aproximadamente, 98% menor do que a mensurada no ápice da série temporal (931,4 casos)”, complementa.
Pico de óbitos
Com um aumento de mortes pela doença registradas na segunda quinzena de abril, o crescimento do número de óbitos a cada 24 horas ganhou velocidade e se estendeu até a última semana de maio, com uma média móvel de mais de 90 eventos fatais diários mensurada entre os dias 14 e 15 de maio.
O pico de óbitos pode ter ocorrido ente 9 a 22 de maio, quando a média sempre esteve acima de 80 mortes diárias, apontou a SMS.
Esta semana, a média móvel de óbitos foi “excepcionalmente baixa”, de acordo com a Secretaria da Saúde.
“A média móvel de óbitos dos últimos sete dias (0,6) apresenta uma redução de 71% em comparação à mensurada14 dias atrás. No entanto, na fase em que o município se encontra, mínimas alterações no número de mortes alteram a média móvel desproporcionalmente. Isto pode induzir súbito e significativo aumento (ou queda) percentual da média móvel sem real relevância epidemiológica”, explicou.
O Ceará registra, até a tarde desta sexta-feira (16), 264.172 casos confirmados de Covid-19 e 9.202 mortes em decorrência da infecção. Existem 227.420 pessoas recuperadas da doença no estado. Os números são da plataforma IntegraSUS, da Secretaria de Sáude do Ceará (Sesa), atualizada às 17h03.
Fortaleza tem os maiores números absolutos: 53.017 casos confirmados e 3.887 óbitos pela doença. A incidência de casos na capital é de 1.986,1 casos por 100 mil habitantes.
Infográfico mostra os sintomas da Covid-19
G1
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