França quer criar Universidade Virtual Municipal para garantir ensino superior e técnico aos alunos da rede pública de SP


Candidato do PSB também prometeu nesta quinta-feira (15) reajuste para os professores e lousas virtuais nas salas de aula das escolas municipais da capital paulista. O candidato do PSB, Márcio França, durante encontro com professores da Zona Sul de São Paulo.
Tatiana Santiago/G1
O candidato do PSB à Prefeitura de São Paulo, Márcio França, se reuniu com um grupo de professores na manhã desta quinta-feira (15) para discutir os desafios da Educação. No dia em que é comemorado o Dia do Professor, ele prometeu criar a Universidade Virtual da Prefeitura de São Paulo para oferecer ensino superior e técnico aos alunos egressos da rede pública da cidade, caso seja eleito prefeito.
“Nós fizemos no estado, com ensino remoto, a distância. A Univesp é uma realidade em São Paulo, é a Universidade Virtual do Estado de São Paulo. A gente quer trazer esse tipo de programa para a Prefeitura de São Paulo. Todo aluno do Ensino Médio de São Paulo que cursar [Ensino Médio] na rede pública terá direito a escolher um curso em uma universidade que nós vamos criar aqui, que na verdade não é uma universidade física, ela é igualzinha à Univesp, ela é certificadora”, afirmou França.
De acordo com o candidato, além de mais econômico, o modelo de ensino virtual à distância (EAD) pode ser implantado a curto prazo, já que não exige a construção de uma estrutura física.
No caso dos cursos técnicos, onde há aulas práticas, elas devem ser ministradas presencialmente após convênios com Sesi/Senai e Etecs, segundo o candidato.
França diz que a ideia é colocar pontos de wi-fi grátis na periferia da cidade para permitir que pessoas que não têm internet em casa possam estudar através do EAD.
Marido da professora Lucia, França disse que é necessário implantar lousas digitais em todas as salas de aula da rede pública municipal para atrair a atenção dos alunos e tornar as aulas mais atraentes.
“Quando a Finlândia fez a lousa digital, ela mudou a educação pública. Não é um equipamento tão caro como era antigamente. O problema é você treinar o professor a trabalhar com a lousa, porque o aluno já trabalha com a mentalidade digital”, afirmou.
Apesar da promessa, Márcio França não soube dizer quantas lousas digitais são necessárias na cidade de São Paulo, nem o total de recursos necessários para implantar o projeto. A estimada dele é que o custo de cada lousa digital seja de R$ 10 mil.
Márcio França (PSB) durante encontro com professores na Zona Sul de SP.
Tatiana Santiago/G1
Reajuste salarial
De acordo com o candidato, o piso salarial dos professores que lecionam na rede municipal de São Paulo é baixo e chega a ser metade do salário que recebem os professores no estado do Maranhão. Ele diz que vai dar reajustes ao longo dos 4 anos para equiparar a situação.
“Se você não incentivar o professor a ter uma boa remuneração, você não vai conseguir trazer e manter os bons profissionais”, disse o candidato, sem especificar o percentual do reajuste quando questionado o quanto os professores vão receber de aumento caso ele seja eleito.
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