Gastos com programas eleitorais representam 31% das despesas dos candidatos à Prefeitura de Curitiba


Juntos, 16 concorrentes ao Executivo da capital declararam gastos de R$ 10 milhões no primeiro mês de campanha. Os candidatos à Prefeitura de Curitiba declaram à Justiça Eleitoral que gastaram, juntos, no primeiro mês de campanha, R$ 10,19 milhões. A maior parte foi destinada à produção de programas de rádio, televisão ou vídeo – R$ 3.293.952,583 milhões, 31,42% do total investido.
Os dados foram levantados pelo G1 com base nas declarações feitas pelos candidatos à Justiça Eleitoral. O prazo para a prestação de contas parcial, levando em conta os gastos até o dia 20 de outubro, terminou no domingo (25).
As despesas com pessoal custaram até agora R$ 1,09 milhão – 10,74% do total.
Gastos dos candidatos à Prefeitura de Curitiba
Arte/ RPC Curitiba
Também entram na lista das principais despesas as categorias:
serviços prestados por terceiros;
publicidade por materiais impressos;
serviços advocatícios;
atividades de militância;
despesas com impulsionamento de conteúdos em redes sociais.
Christiane Yared (PL)
A candidata que mais arrecadou recursos, Christiane Yared (PL), também foi a que mais gastou – R$ 2,91 milhões.
A maior parte deste total foi empenhada no pagamento de despesas como publicidade por materiais impressos (R$ 542.631), produção de programas eleitorais (R$ 525.000) e atividades de militância e mobilização (R$ 351.900).
Os materiais impressos foram pagos pela campanha de Yared à Editora e Papelaria Umuarama e envolveram a compra de produtos como santinhos, adesivos, praguinhas com foto, cartões e perfurados para automóveis.
Os itens foram impressos para a campanha da candidata e também de candidatos a vereador aliados, registrados como doação.
A candidata do PL ainda pagou R$ 525 mil à empresa Catalunya Filmes, pela produção de programas eleitorais, R$ 250 mil ao escritório Vernalha Guimarães e Pereira, por serviços advocatícios, e R$ 244.500 à Hands Concepts, pela produção de jingles, vinhetas e slogans.
Rafael Greca (DEM)
O candidato à reeleição foi o segundo candidato que mais gastou até agora – R$ 1,87 milhões. A maior parte dos gastos foi empregada na produção de programas eleitorais – R$1,51 milhão, quase 81% do total.
Outros recursos foram destinados à locação ou cessão de imóveis (R$ 70 mil) e veículos (R$ 48.150), além de publicidade por adesivos (R$ 41.132).
A Pompeia Filmes recebeu R$ 600 mil da campanha de Greca para a produção de programas eleitorais de rádio e TV. Já a Gmew Filmes recebeu R$ 700 mil para a pós produção dos programas. A Jamute Áudio recebeu R$ 200 mil para a produção de áudios de propagandas eleitorais para o atual prefeito.
A campanha de Greca ainda pagou R$ 70 mil à MGM Administradora de Bens pela locação de barracões, R$ 63.630 para a Adstream por serviços de comunicação digital, e R$ 48.150 à Cotrans pela locação de 58 veículos.
Dr. João Guilherme (Novo)
O candidato do Partido Novo declarou os maiores gastos em despesas com pessoal. Foram 28 contratações, que somaram até agora um custo de R$ 303.239.
Entre os serviços prestados pelos contratados estão trabalho de marketing, câmera, assessoria de imprensa, design, coordenação de redes sociais, assessoria política, eventos, eletricista, financeiro e edição.
Atividades de militância e mobilização custaram R$ 157.946 em 47 contratações. Nesta categoria entram principalmente trabalho de motoristas contratados pela campanha.
A campanha de João Guilherme também pagou R$ 120.581 para a Gráfica Positiva produzir santinhos, adesivos e cartões de visita, e R$ 84.700 para a gráfica da Folha de Londrina imprimir jornais em formato tablóide. A Dlocal Brasil recebeu R$ 50 mil para impulsionamento de conteúdos no Facebook, e a Fly Filmes R$ 43.600 para produção de programas eleitorais.
Fernando Francischini (PSL)
O candidato do PSL declarou à Justiça Eleitoral ter destinado R$ 316.663 para a Comissão Provisória Municipal do partido – equivalente a 28,33% do total de gastos. O dinheiro foi usado, segundo o candidato, para serviços diversos, como produção audiovisual de rádio e TV, adesivos, santinhos e cartões de Francischini.
O escritório Sellos Knoerr recebeu R$ 175 mil da campanha do candidato do PSL por serviços advocatícios. Francischini também pagou R$ 135 mil para a IRG Teleatendimento por checagem de conteúdo na internet, e R$ 45 mil ao Facebook por impulsionamento de conteúdos na rede social.
A Araucária Comunicação Visual recebeu R$ 32 milhões de Fernando Francischini por adesivos de campanha, R$ 20 mil à Codecore Serviços em Informática, e R$ 17.400 à Foco Mídia e Projetos, por pesquisas eleitorais.
Carol Arns (PODE)
A candidata declarou ter gasto R$ 401.900 na produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. Deste total, R$ 299.400 foram pagos à J.F Marim Produções, por programas de televisão e rádio, e R$ 102.500 para a Costin & Martins, pela produção de mídias sociais para a campanha.
A Sociedade Individual de Advocacia Paulo Ferraz recebeu R$ 110 mil da campanha de Carol Arns. A LGZ Comunicação e Marketing recebeu R$ 105 mil, e a Corgraf Gráfica e Editora foi contratada por R$ 56.192 para produzir materiais impressos como cartões, adesivos, colinhas de candidatos a vereador e bottons.
A Synchro Comunicação de Áudio recebeu R$ 53 mil para produzir jingle e locar imóvel para a campanha da candidata do Podemos.
Goura (PDT)
A maior parte dos gastos da campanha foram com a produção de programas eleitorais de rádio e televisão – R$ 334.719. A Destilaria Produção Audiovisual recebeu R$ 317.219.
Para a produção de propaganda eleitoral nas redes sociais Goura contratou a Gonçalves Comunicação, por R$ 10 mil. A edição foi contratada junto à Motim – Comunicação e Arte, por R$ 7,5 mil.
Goura gastou até agora R$ 150 mil com serviços advocatícios, contratando o escritório Leandro Rosa Advogados Associados. As despesas com pessoal somaram R$ 147 mil em 50 contratações para atividades como de jornalista, fotógrafo, redação, assessoria de imprensa, assessoria de comunicação e redes sociais, entre outros.
A publicidade por adesivos e materiais impressos somou R$ 43.815 na compra de produtos como adesivos perfurados, banners, bandeiras, e cartão de visitas.
Paulo Opuszka (PT)
O candidato do PT declarou o maior gasto com a categoria de serviços prestados por terceiros, com R$ 445 mil. A maior parte desta despesa foi paga à Popolo Filmes, no valor de R$ 353.500, por serviços classificados como de coordenação de comunicação de campanha.
Também foi enquadrado nessa categoria um pagamento de R$ 85 mil a Diego Luiz Dorgam Aguilera por serviços de marketing direto digital.
A Imagine Impresso recebeu R$ 61.440 para prestar serviços de publicidade por materiais impressos como adesivos, banners, folders, bandeiras e colinhas. O escritório Clemerson Merlin Cleve Advogados Associados recebeu R$ 37.500 por serviços advocatícios.
A campanha de Paulo Opuszka também pagou R$ 25 mil por serviços de impulsionamento de conteúdos no Facebook à empresa Adyen do Brasil, e R$ 12 mil à Contasul por serviços contábeis.
João Arruda (MDB)
A campanha do candidato do MDB também dedicou mais recursos à produção de programas eleitorais – R$ 169.250.
A ALB Vídeo recebeu R$ 83 mil para a produção de vídeos e cobertura da campanha de João Arruda. A Coelho Branco Produções recebeu R$ 26.500 pelos serviços de direção audiovisual, locução e correção de texto dos programas eleitorais. Lucas Toledo Correa Negrão Nogueira cobrou mais R$ 23.500 pela edição dos filmes de campanha.
João Arruda ainda pagou R$ 55 mil para a Dlocal Brasil Pagamentos pelo impulsionamento de conteúdos em redes sociais, R$ 54.320 para o Diretório Estadual do MDB em troca de serviços advocatícios e locação de veículos.
A campanha do candidato do MDB também contratou pesquisas quantitativas e qualitativas de Rogério de Mello Bonilha, por R$ 46.925, e serviços jornalísticos e produção de conteúdo de Isabela Cabral Franca Vidal Agência de Notícias, por R$ 45 mil.
Outros candidatos
As campanhas de Marisa Lobo (Avante), Letícia Lanz (Psol), Professor Mocellin (PV), Professora Samara (PSTU), Zé Boni (PTC), e Eloy Casagrande (Rede) gastaram, juntas, R$ 118.587.
As principais despesas destes candidatos foram com pessoal, serviços contábeis, pesquisas eleitorais, produção de programas eleitorais, e publicidade por materiais impressos.
Os candidatos Camila Lanes (PC do B) e Diogo Furtado (PCO) não declararam despesas.
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