Gestão de melhoria contínua garante segurança das barragens operadas pela Embasa


Inspeções regulares, ações corretivas e planos de segurança são colocados em prática. Barragem de Brumado
Divulgação/Embasa
Nos últimos anos, aconteceram alguns acidentes trágicos em barragens no Brasil. O clima de insegurança tomou conta das populações que vivem próximas a esse tipo de empreendimento. Para garantir a segurança da estrutura das barragens utilizadas pela Embasa, um sistema de gestão de melhoria contínua, com base em inspeções regulares e ações corretivas, está sendo colocado em prática. Entre os mananciais utilizados pela Embasa para garantir o abastecimento de água em sua área de atuação, 157 são barragens das quais 132 são operadas pela própria empresa.
Além do sistema de gestão de melhoria, a cada semestre, a Embasa envia ao Instituto do Meio ambiente e Recursos Hídricos (Inema) um relatório de inspeção acompanhado de declaração de estado geral de conservação das 27 barragens que, pelo seu porte e potencial de impacto, foram enquadradas pela Lei Nacional de Segurança de Barragens (LNSB) nº 12.334/2010 para se submeter a processo de fiscalização do poder público.
Essas 27 barragens, além de passar por inspeção e conservação de sua condição estrutural e física, precisam contar com um Plano de Segurança composto de plano de ação emergencial (PAE) com implantação de sistema de alerta; plano de contingência (PC) e revisão periódica de segurança de barragem (RPSB) a cada dez anos. Todas elas já contam com plano de contingência, que consiste na antecipação das situações de risco inerentes à sua estrutura e localização, nas estratégias de comunicação com os órgãos públicos e a população ribeirinha instalada após a barragem e na tomada de decisão, em caso de ruptura.
Os PAEs das barragens de Santa Helena, Joanes I, Joanes II, Ipitanga I, Ipitanga II, Pituaçu, Brumado, Cobre, Iguape, Cachoeira Grande, Serra Preta, Água Fria I, Água Fria II, Cristalândia, Aracatu e Floresta Azul já foram concluídos, sendo que todas as barragens situadas em Salvador e RMS, à exceção da barragem do Cobre, estão implantando seus respectivos sistemas de alerta e já passaram por revisão periódica de segurança. Estão em andamento, os PAEs das barragens do Aipim, Itapicuruzinho, Prata, Rio da Dona, Crisciúma, Piau, Riacho de Santana e Tapera. Já as barragens de Mulungu do Morro, Leste e Lagoa da Torta, de acordo com a LNSB, só apresentaram PAEs simplificados devido à sua menor dimensão.
Conservação
A forma encontrada pela Embasa para melhor gerenciar o processo de melhoria contínua do estado geral de conservação de suas barragens é por meio do indicador de anomalias em barragens, que é aferido a partir dos extratos das inspeções regulares. Esses extratos contêm as notas dadas a cada critério de condição estrutural da barragem e as notas produzem o indicador para o qual são definidas metas de evolução que são alcançadas à medida que obras e ações de conservação vão sendo concluídas.
Até 2023, a Embasa tem investimentos voltados para conservação das barragens sob sua responsabilidade que somam um montante de R$ 25 milhões. As últimas ações concluídas contemplaram as barragens de Brumado e de Aracatu, em 2019. De 2016 a 2018, as barragens de Pituaçu (2016), Tapera (2017), Mulungu do Morro (2018) e Santa Helena (2018) receberam obras de conservação. Atualmente, outras ações neste sentido estão em andamento nas barragens Serra Preta, Iguape, Piau, Pituaçu (bacia de dissipação de energia), Santa Helena, Ipitanga I e II e Joanes I e II.
De acordo com o gerente socioambiental, Thiago Hiroshi, as barragens da Embasa têm baixo a médio risco. “À medida que vamos identificando a necessidade de melhoria no estado de conservação da barragem, por meio das inspeções regulares, as providências para contratar obras de manutenção são tomadas de forma a se buscar a redução ou eliminação das inconformidades encontradas”, explica Hiroshi.
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