Governo tenta evitar que o Senado convide Paulo Guedes para prestar esclarecimentos

À CNN, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes, assumiu o que ele chamou de “culpa” por não ter dialogado o suficiente com aliados da base para evitar a derrota no Senado, sobre o veto ao reajuste salarial. Há pressão dentro do Planalto e do Congresso para que os aliados que votaram contra o veto sejam punidos. Gomes negou que este será o caminho adotado. “Tenho estilo zen. Punição é coisa de quartel, de escola. Eles são senadores da República. Vamos conversar com todo mundo, um a um, entender a melhor forma de funcionar, nada vai ser por imposição”, afirmou à coluna.

A Câmara mudou o resultado, mas o mal-estar entre governo e senadores encerra a semana em Brasília.

A avaliação é de que nem sempre o erro de articulação em uma casa pode ser resolvido em outra e não dá para correr o risco de perder de novo em uma votação que tenha impacto econômico, como reforma tributária e administrativa.

Outro ponto é evitar que o ministro Paulo Guedes seja convidado a ir ao Senado para se explicar por ter chamado de “crime” o resultado da votação do Senado.

“Guedes fez ‘TerrorismoNews’ ao divulgar números de impacto financeiro que a derrubada do veto provocaria”, afirmou à CNN o senador Esperidião Amin, que propôs ao Senado enviar um convite à Guedes – ou seja, ele não é obrigado a ir.

“O termo que ele usou ofendeu todo mundo, então ficou muito ruim para ele. Não pode tratar o Senado desse jeito”, afirmou à coluna o senador Izalci Lucas, vice líder do governo que votou a favor do reajuste.

Ele afirma que votou com a consciência. Eleito por Brasília, o senador destacou a importância dos servidores públicos e também rebateu quem defende a retirada dele do posto de confiança do governo. “Todo projeto importante, eu vou votar a favor, independentemente de estar na liderança de governo”, disse.

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