Grande Florianópolis concentra um terço do número de casos ativos de Covid-19 em SC


Florianópolis, 2ª cidade com mais casos e mortes de coronavírus, é o município com mais pacientes em tratamento, seguida de São José e Palhoça. Especialistas apontam possibilidade de aumento de casos. Florianópolis lidera número de casos ativos com 1.123 pessoas em tratamento para Covid-19
Três cidades da Grande Florianópolis concentram um terço dos casos ativos de coronavírus em Santa Catarina. Florianópolis é o município com mais casos de pacientes em tratamento, sendo 1.123, seguido de São José e Palhoça. Segundo especialistas, a curva de casos ativos voltou a subir e tem uma tendência do cenário piorar.
“Estamos muito preocupados. A estimativa é que em novembro alcancemos os patamares de julho, o mês de maior pico da doença no município”, afirma a professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Josimari Telino de Lacerda.
Das 16 regiões de saúde no mapa de risco do governo, quatro estão em risco alto para o coronavírus e 11 em risco grave, incluindo a Grande Florianópolis. Joinville, na região de saúde Nordeste, cidade com mais casos e mortes pela doença em Santa Catarina, é a 4ª em casos ativos, sendo 445. segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica.
A capital catarinense é a segunda em mais casos e mortes por Covid-19, mas o número de casos ativos aumentou muito nas últimas semanas. Em 5 de outubro, por exemplo, foram registrados 188 novos casos em um dia, segundo o Covidômetro da prefeitura.
Casos ativos de coronavírus em Florianópolis
NSC TV/Reprodução
Florianópolis não registrava um número tão alto de novos casos em um único dia desde julho. Em 27 de julho, por exemplo, eram foram 193 novos casos em um dia. De março a junho, a doença avançou lentamente na capital. Depois, houve crescimento rápido até o pico entre julho e fim de agosto. Agora em outubro, o número de casos voltou a subir – veja acima.
Tendência de aumento de casos
Para a professora Josimari Telino de Lacerda, especialista em saúde pública, mesmo a capital nunca tendo voltado aos dados mais estáveis do início da pandemia, o cenário deve piorar nos próximos meses.
“Não tem como afirmar que é uma segunda onda, nós não saímos da primeira”, diz.
O secretário de saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva também acredita no avanço de casos nas próximas semanas.
“A situação da nossa região é preocupante, vem do aumento do número de casos, tanto em Florianópolis como nos demais municípios, o que a gente caracteriza como aumento do grau do risco de transmissão. Verificamos aumento importante dos casos sintomáticos respiratórios nas nossas unidades de saúde, como nos hospitais da região”, diz.
A taxa de ocupação dos leitos de UTI subiu para 66%.
Restrições
Florianópolis foi uma das primeiras cidades a adotar medidas mais rígidas para evitar a circulação de pessoas. Depois vieram as flexibilizações com as regras de funcionamento.
Atualmente, comércios funcionam em Florianópolis, assim como o transporte coletivo, com restrições de passageiros. O uso de máscara é obrigatório em todos locais, inclusive para cainhadas ao ar livre como na avenida Beira-Mar Norte.
Grande Florianópolis concentra um terço do número de casos ativos do estado
Segundo o epidemiologista Antonio Fernando Boing, o poder público deve ser mais ativo para tentar frear a doença e mostrar a população que a situação continua grave.
“O poder público parece que tem assumido uma postura mais passiva não condizente com o momento bastante preocupante que estamos vivendo agora. É preciso que ele seja protagonista mais uma vez, tome medidas objetivas para controlar a disseminação do vírus e que também comunique claramente a população que o momento é de perigo
Mesmo como aumento de casos, não foram anunciadas novas restrições. Segundo o secretário de saúde, novas medidas só são eficientes com o cumprimento entre os moradores.
“O que está acontecendo é que com as restrições atuais, as pessoas não estão respeitando. A prefeitura aposta na consciência das pessoas, aposta na sua capacidade de fiscalização para àquelas que não entendem isso, aposta na maior capacidade de testar e isolar rapidamente as pessoas”, afirma o secretário.
O imunologista Oscar Bruno Romero, professor da UFSC, também defende que o aumento de casos e mortes só pode ser controlado com as medidas sanitárias, como isolamento e distanciamento social, sendo cumpridas.
“Grande parte do problema está no cidadão de Florianópolis que está relaxando as suas medidas de precaução”, coloca.
Mapa de risco para Covid-19 em SC: Serra sobe alerta e Alto Vale do Itajaí vai para situação alta
Veja os vídeos do Jornal do Almoço SC:
Veja outras notícias do estado no G1 SC
Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

“As pessoas sempre escolherão uma história que as ajude a sobreviver e prosperar.”