Grupo realiza protesto antirracista em unidade do Carrefour em Natal


Manifestação ocorreu em estacionamento de supermercado localizado no bairro de Candelária, na zona Sul da capital potiguar. Marginal da BR-101 chegou a ser fechada por 20 minutos. Grupo realiza protesto antirracista em unidade do Carrefour em Natal
Cerca de 150 pessoas participaram de protesto antirracista neste sábado (21), no estacionamento do supermercado Carrefour em Natal. A manifestação ocorreu em solidariedade a João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro que foi espancado e morto por seguranças da rede varejista em Porto Alegre.
Durante o protesto, a unidade do supermercado localizada no bairro de Candelária, na zona Sul da capital potiguar, fechou as portas e não permitiu a entrada de clientes.
Grupo realiza protesto antirracista em unidade do Carrefour em Natal
Julianne Barreto/Inter TV Cabugi
“Acredito que essa ação que estamos fazendo corrobora com todo movimento negro antirracista que se organizou desde quando ocorreu o assassinato, em Porto Alegre. Em solidariedade a isso, nós estamos aqui para construir o ato porque o racismo, infelizmente, não acontece só lá”, falou Patrícia Santiago, representante da Frente de Juventude Negra e Antirracista da UJS Potiguar.
A manifestação foi organizada pelas redes sociais e contou com a participação de universitários e representantes de movimentos sociais. Muitos deles levaram cartazes com mensagens de combate ao racismo. Também foram realizados discursos. Duas viaturas da Polícia Militar estiveram no local.
Jovens exibem cartazes em protesto antirracista em estacionamento do Carrefour em Natal
Julianne Barreto/Inter TV Cabugi
“Não é a primeira vez, não é a segunda, e a gente tem a certeza que não será a última. Esperar até quando? Esperar até que seja um parente nosso? A gente não pode deixar isso acontecer e está aqui para lutar”, falou Letícia Miranda, estudante do IFRN e integrante do coletivo Juntos Potiguar.
Para ela, o movimento tem o objetivo de despertar a consciência de toda a população para os casos ocorridos no país. “Tem gente que acredita ainda que o mundo não é racista, ou que o racismo ficou lá atrás, e não ficou. Quando a gente vê que só pessoas pretas morrem, que a bala perdida tem um alvo, sim, que são as pessoas de pele negra, a gente entende que o racismo não acabou e a gente precisa mudar essa consciência”, completou.
Por volta das 18h, o grupo fechou a marginal da BR-101, próxima ao supermercado, durante 20 minutos. Com gritos de ordem, manifestantes chegaram a queimar um carrinho de compras do supermercado. O trânsito ficou lento na região.
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