Guedes diz não se arrepender de gastos na pandemia, mas defende reformas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em evento da XP nesta sexta-feira, 16, que o governo não se arrepende de ter elevado os gastos para combater a pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, programas como o auxílio emergencial e de proteção dos empregos, por exemplo, foram bem sucedidos. Ele voltou a afirmar que não há nenhum plano para estender o benefício mensal. Durante a conversa, Guedes chegou a enumerar a série de medidas adotadas pelo governo para conter os gastos públicos. Entre elas, a ajuda financeira concedida aos Estados e municípios que teve como contrapartida o congelamento dos salários.

O ministro da Economia ressaltou, no entanto, que agora é preciso voltar à agenda das reformas. Ele citou que aprovou mudanças no sistema previdenciário no primeiro ano de governo e, com o envio da reforma administrativa, pretende controlar o gasto excessivo com o funcionalismo público. Guedes ressaltou que a aprovação depende da política e que o Congresso Nacional está ajudando muito o governo. O ministro destacou ainda que é preciso reduzir o custo Brasil e citou a necessidade de desonerar a folha de pagamentos.
Segundo ele, “não se pode usar a desculpa do regime emergencial para furar o teto de gastos”.

Na avaliação do ministro da Economia, “há muitos mágicos prometendo coisas que podem prejudicar o futuro”. Ao ser questionado sobre privatizações, Paulo Guedes enfatizou que os processos não estão avançando o suficiente, mas que é preciso acelerar o passo.

*Com informações da repórter Letícia Santini

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