Guedes retira Rogério Marinho de cargo com remuneração adicional de R$ 21 mil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, retirou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, da função de titular do Conselho Fiscal do Serviço Social do Comércio (SESC). A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira, 15, do Diário Oficial da União. O cargo será, agora, do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Além do salário, os ocupantes dessas vagas têm direito a uma remuneração adicional, de cerca de R$ 21 mil. O Conselho Fiscal do Sesc é o “órgão da Administração Nacional responsável pela fiscalização financeira e pelo controle interno” da instituição, que pertence ao Sistema S, e tem representantes do governo, do comércio e dos trabalhadores.

Marinho, que ocupou um espaço importante no governo ao ser um dos articuladores da Reforma da Previdência, se desentendeu com Guedes no início do mês de outubro. Durante as discussões sobre o Renda Cidadã, programa social que o governo estuda implantar para substituir o Bolsa Família, Marinho afirmou, em uma reunião fechada com investidores em São Paulo, que “a dor” para criar o programa “poderia ser furar o teto [de gastos] mesmo”, além de criticar a proposta da equipe econômica de utilizar os precatórios, como são chamados os títulos de dívidas públicas, para financiar o programa.

Ao ser questionado sobre a declaração do companheiro de governo, Guedes disse não acreditar que Marinho tenha falado mal dele. “Eu não acredito que ele tenha falado mal de mim. Se ele tá falando mal, tem três coisas. É despreparado, é desleal e é um fura-teto. Está confirmando que é fura-teto. Então espero que não tenha falado nada de mal”, disse. Diante da repercussão, o Ministério do Desenvolvimento Regional chegou a divulgar uma nota na qual afirmava que as informações sobre a reunião chegaram à imprensa “de maneira distorcida” e que não houve “desqualificações ou adjetivações de qualquer natureza contra agentes públicos”.

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