Hospital de Câncer de Ribeirão Preto tem baixa de doações na pandemia e queda de 41,3% em mamografias


Único equipamento para exames de mama na unidade filantrópica é utilizado há 15 anos e não suporta demanda. Procedimento é um dos realizados pela instituição, que atende pacientes de 28 cidades da região. Em meio à baixa nas doações por conta da pandemia do novo coronavírus, o Hospital de Câncer de Ribeirão Preto (SP), instituição filantrópica que atende gratuitamente pacientes de 28 cidades da região, registrou em 2020 uma queda de 41,3% no número de mamografias realizadas.
De acordo com a unidade, foram 788 procedimentos realizados em mulheres entre janeiro e setembro, 555 a menos em relação ao mesmo período do ano passado.
A redução, segundo o HC, ocorreu em função das condições do único mamógrafo disponível na unidade. Utilizado há 15 anos, o equipamento, que ajuda no diagnóstico precoce do câncer de mama, tem apresentado problemas no funcionamento e não suporta toda a demanda de exames.
Outubro Rosa: prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama
A mamografia é um dos 20 procedimentos oferecidos de graça pelo hospital, que realiza em média 700 atendimentos por mês. Como o equipamento esquenta depois de ser utilizado várias vezes, a média de exames diários tem sido até quatro vezes menor e chega ao máximo de cinco.
Sem condições financeiras de adquirir por conta própria um novo mamógrafo, avaliado em torno de R$ 240 mil segundo a instituição, o hospital iniciou uma campanha de doações com o objetivo de arrecadar recursos. Informações podem ser obtidas no site da unidade.
Em razão da pandemia de Covid-19, doações caíram pela metade no Hospital do Câncer de Ribeirão Preto
EPTV/Reprodução
Outubro Rosa
O câncer de mama é o que mais atinge mulheres no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Somente em 2020, a estimativa é de que sejam registrados 66,2 mil novos casos, com 17,7 mil mortes.
A maior parte deles pode ser identificada pelo autoexame, mas é recomendado que as mulheres mantenham periodicidade nas mamografias, principalmente aqueles com idade entre 50 e 69 anos, que devem fazer um teste a cada dois anos.
Para reforçar a importância do diagnóstico precoce da doença, autoridades, instituições e profissionais de saúde promovem este mês o Outubro Rosa.
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