Hospital penitenciário do RJ diz que preso chegou morto à unidade, mas câmeras mostram detento agonizando


Justiça determinou o afastamento dos diretores. A Justiça do RJ determinou o afastamento de dois diretores do Hospital Penitenciário Dr. Hamilton Agostinho de Castro, no complexo de presídios de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.
Os dois são investigados por irregularidades no atendimento médico ao preso Diego Caetano dos Santos, no dia 14 de julho. Segundo a decisão judicial, foram prestadas falsas informações sobre o atendimento ao detento.
O hospital informou que Diego chegou morto à unidade, mas as imagens do circuito interno — a que o RJ1 teve acesso — mostram que o preso foi transferido ainda vivo.
As câmeras registram quando Diego desce da van que o levou ao hospital. Com dificuldade de locomoção, o detento, algemado, é encaminhado para dentro da unidade pela portaria.
Em uma segunda portaria, Diego é encostado na parede e cai ao chão.
Enquanto um agente cuida da documentação, o preso parece agonizar e fica sozinho por alguns instantes.
Um profissional de saúde aparece e busca uma cadeira de rodas, mas Diego não tem mais forças e é colocado na cadeira aparentemente desmaiado.
O agente que o acompanhava retorna e tira as algemas de Diego. Ele e o atendente do hospital conversam e verificam os papéis.
Segundos depois, Diego é levado para dentro.
Detento é colocado em cadeira de rodas depois de cair no corredor de Hospital Penitenciário
Reprodução / TV Globo
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