Imunidade paulistana

Coluna de Alon Feuerwerker analisa a curva da covid-19 na cidade da São Paulo, que tem ¼ da população com anticorpos contra o vírus

Os casos e óbitos por covid-19 são declinantes na cidade de São Paulo faz algum tempo. O que, a crer nas palavras dos especialistas desde o início da pandemia, indica algum grau de imunidade coletiva, combinada com a eficiência das medidas de afastamento social.

Se houver outras hipóteses, que desabrochem.

Como as curvas são declinantes no conjunto do país, e não apenas na capital paulista, parece cada vez mais claro que boa parte da população brasileira já foi atacada pelo vírus e desenvolveu imunidade.

Mensurável em parte pelo achado de anticorpos sanguíneos específicos para o SARS-CoV-2, o novo coronavírus.

E tem ainda o pessoal que desenvolveu imunidade mas não apresenta os anticorpos ao exame.

Sobre anticorpos, uma nova pesquisa na cidade de São Paulo detectou a presença deles em um em cada quatro moradores da capital. O que comprova a grande proporção de assintomáticos, ou com sintomas bem leves.

Seria bom se tivéssemos esses números em escala nacional. Seria útil para um debate mais racional sobre o tema.

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