Juiz dá 72h para candidato de SC com suástica na piscina “explicar situação”

O Juiz do cartório eleitoral de Pomerode, Bernardo Augusto, fixou o prazo de 72 horas para o candidato a vereador da cidade catarinense, Professor Wander, explicar sua situação partidária no PL (Partido Liberal).

Uma intimação judicial foi enviada ao candidato, depois da identificação de um registro de desfiliação partidária feito “a pedido do eleitor”, em 8 de outubro contra Wander. Ainda segundo a intimação, na consulta aos registros oficiais do sistema, não há registro da desfiliação.

O Diretório Estadual do Partido Liberal em Santa Catarina alega que desconhecia a filiação do candidato a vereador, conduzida pela direção municipal – Foto: Reprodução/TV Record

A polêmica em torno da candidatura de Wander começou por que ele tem uma suástica na piscina de casa, como revelou a Polícia Civil em 2014. Wandercy Antônio Pugliesi, conhecido como Professor Wander, ficou conhecido em 2014, após a piscina que mantém em sua casa com a estampa de uma cruz suástica nazista ser fotografada pela Polícia durante o acompanhamento de um sequestro.

Na intimação, o juiz pede que o candidato explique qual era sua filiação partidária até 4 de abril de 2020, prazo que corresponde ao seis meses de filiação partidária que os candidatos devem atender para disputar os cargos eletivos.

O Diretório Estadual do Partido Liberal em Santa Catarina alega que desconhecia a filiação do candidato a vereador, conduzida pela direção municipal.

Além disso, por não compactuar ideologicamente com o filiado, o PL encaminhou seu desligamento.

O partido também quis reforçar sua firme posição contra todo tipo de apologia à discriminação racial, religiosa e social. Em função dos prazos da Justiça Eleitoral, Wander não poderá se filiar a outro partido para concorrer ao cargo de vereador nesta eleição. Sem a filiação, o mais provável é que fique de fora da disputa em 2020.

Impeachment

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) recorreu novamente à Justiça para impedir a votação, nesta quinta-feira (15) do Projeto de Decreto Legislativo que indica o prosseguimento do processo de impeachment dele na Assembleia Legislativa.

A decisão do Tribunal de Justiça saiu pouco depois que a presidência da Casa havia fechado a sessão, ao fim da tarde. A liminar que a Justiça havia deferido pouco antes da abertura da sessão, a favor do argumento da assessoria do governador, sobre o não cumprimento de ritos, foi cassada e a sessão autorizada a acontecer.

A decisão de transferência para a próxima terça (20), no entanto, foi mantida. Se por um lado a Assembleia comprovou o rito rigorosamente dentro dos prazos, por outro, o governador, se tinha por intenção atrasar a votação, alcançou seu objetivo.

Karina Manarin

Ligações acalmam STF

Os ministros Luiz Fux, presidente da Corte, e Marco Aurélio Mello, relator da liminar de habeas corpus de soltura do traficante André do Rap, conversaram por telefone há dias, segundo fontes da coluna.

São amigos. Por isso as trocas de farpas, com transmissão ao vivo pela TV, passaram longe do teor das brigas notórias como as de Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, de anos atrás.

Os afagos verbais à linha foram importantes para acalmar ambos no julgamento desta quinta-feira da revogação da liminar.

Quando Fux percebeu que a fala do ministro indicava reaquecer críticas mútuas, lançou mão das expressões “amizade antiga” e “em nome das nossas ligações familiares”.

Foi recado para lembrar a fraternidade que os une através das filhas desembargadoras.

Leandro Mazzini

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