Juiz de Fora tem ato em frente ao Carrefour após assassinato de cidadão negro em Porto Alegre


Mobilização se repetiu em várias cidades brasileiras após João Alberto Silveira Freitas ser espancado até a morte em uma unidade da rede de supermercados. Ato foi realizado neste sábado (21) em frente à unidade do Carrefour em Juiz de Fora.
Kiko Halfed/Arquivo Pessoal
Um ato contra o racismo foi realizado neste sábado (21) em frente à unidade do Carrefour em Juiz de Fora. A mobilização ocorreu após um cidadão negro ser morto dentro de um supermercado da rede em Porto Alegre (RS), na noite de quinta-feira (19).
Após João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, ter sido espancado por seguranças até a morte, manifestações também ocorreram em outras cidades do Brasil. Em Juiz de Fora, um grupo se reuniu com cartazes e pediu o fim da violência e do racismo.
Estiveram presentes a Central Sindical e Popular Conlutas, Juventude Revolução, Juventude Rebelião (UJR), Movimento Negro Quilombo & Raça e Classe e membros de partidos políticos, como: PT, PSTU, PSOL e UP.
De acordo com José Deniac, integrante do Movimento Negro Quilombo & Raça e Classe, a manifestação foi necessária para mostrar para a sociedade o valor da luta.
“É importante mostrar para a sociedade que o racismo no Brasil existe e que é preciso combatê-lo todos os dias e em todos os espaços. Além disso, dialogar com a sociedade que não dá mais para aguentar tanta violência que é direcionada à população negra pois a vida dos negros importam sim e queremos mais respeito e dignidade para o nosso povo”.
Já Kiko Halfeld, do Juventude Revolução, explicou que além de relembrar a morte brutal de João Alberto, o ato teve o objetivo de alertar sobre “a situação do racismo que temos em nossa sociedade”.
Ele ainda ponderou que “é uma discussão que precisa ser feita com todos e todas e que não adianta apenas fazer campanha de internet, mas que é necessário estar nas ruas e dialogar com a população e com a classe trabalhadora”, finalizou.
Ato foi realizado neste sábado (21) em frente à unidade do Carrefour em Juiz de Fora.
Kiko Halfed/Arquivo Pessoal
Morte de João Alberto Silveira
Homem negro de 40 anos, João Alberto Silveira Freitas foi espancado e morto por dois homens brancos da capital gaúcha na véspera do Dia da Consciência Negra, comemorado nesta sexta-feira (20). O espancamento foi filmado por testemunhas (veja vídeo abaixo; as imagens são fortes).
Os dois suspeitos foram presos em flagrante. O policial militar Giovani Gaspar da Silva, de 24 anos, foi levado para um presídio militar. Magno Braz Borges, de 30 anos, segurança da loja, está em um prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.
Imagens mostram homem sendo agredido em supermercado de Porto Alegre
Nota do Carrefour
Após o caso, o Carrefour emitiu uma nota. Veja abaixo na íntegra.
“O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.
O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais”.
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