Justiça decreta prisão preventiva de tenente-coronel preso por descaminho na fronteira com o Paraguai


Luiz Carlos Rodrigues Carneiro foi preso nesta terça-feira com caixas contendo cabos de internet, celulares e cigarros eletrônicos sem nota fiscal. Ele já havia sido preso em 2018, por suspeita de participação na máfia dos cigarros. Ex-comandante da Polícia Militar Rodoviária, Luiz Carlos Rodrigues Carneiro voltou a ser preso nesta terça-feira (17)
TV Morena/Reprodução
A Justiça decretou, nesta quinta-feira (19), a prisão preventiva de Luiz Carlos Rodrigues Carneiro, ex-tenente-coronel da Polícia Militar e ex-comandante da Polícia Militar Rodoviária em Mato Grosso do Sul, por contrabando. Ele já havia sido preso em 2018, em desdobramento da Operação Oiketicus, que investiga policiais militares suspeitos de facilitarem o contrabando de cigarros na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia.
Comandantes da PM de MS teriam recebido propina para facilitar entrada de cigarro ilegal vindo do Paraguai
Luiz Carlos foi preso nesta terça-feira (17), pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em uma estrada vicinal próxima a BR-463, em Ponta Porã, cidade que faz fronteira com o Paraguai. No carro em que ele estava junto com outro homem, foram apreendidos caixas com cabos de internet, mais de 300 celulares e 400 cigarros eletrônicos, tudo sem nota fiscal.
Produtos apreendidos em veículo em que tenente-coronel viajava, em Ponta Porã (MS)
DOF/Divulgação
Em depoimento, o policial disse que estava pegando carona para um assentamento da região, mas foi preso por descaminho (transporte de produtos legais, mas não declarados). A pena para o crime é de reclusão de um a quatro anos. Depois de passar pela corregedoria da Polícia Militar e por audiência de custódia nesta quinta, o juiz converteu a prisão de Luiz Carlos para preventiva. Ele já foi levado para o presídio militar de Campo Grande.
O tenente-coronel já havia sido preso em 2018, quando era suspeito de receber propina para beneficiar contrabandistas de cigarros, em investigações da Operação Oiketicus. Em primeira instância, ele foi absolvido, mas o Ministério Público recorreu e agora o policial aguarda julgamento do Tribunal de Justiça.
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