Justiça decreta prisão preventiva de vigilante suspeito de matar dono de posto, em Quatro Barras


Crime ocorreu na noite de quarta (18); homem que fazia escola armada de ônibus ficará preso por tempo indeterminado em Pinhais. Imagens de câmera de segurança mostram empresário indo em direção ao veículo. Polícia recebe novas imagens do crime no posto de combustível em Quatro Barras
A Justiça decretou na noite desta quinta-feira (19) a prisão preventiva – por tempo indeterminado – do vigilante suspeito de atirar e matar o dono de um posto de combustíveis, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).
O crime aconteceu na noite de quarta-feira (18). O empresário Rodrigo Andreatta Ribeiro, de 42 anos, foi baleado após um desentendimento com o vigilante Luis Henrique de Oliveira – que fazia escola armada de um ônibus de Santa Catarina.
Segundo testemunhas, a confusão aconteceu depois que o ônibus e um caminhão, que também estava estacionado no posto, se envolveram em um pequeno acidente no local.
O suspeito foi transferido no começo da tarde desta quinta para o Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, também na região de Curitiba, a pedido da Polícia Civil.
Caso aconteceu em um posto de combustíveis em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba
Reprodução/RPC
Câmera de segurança e investigação
Imagens de câmera de segurança mostram o empresário dirigindo um carro preto no estacionamento do posto. Ele desce e, segundo o advogado da família, vai pedir ao motorista do ônibus para que ele libere a passagem de veículos. Assista ao vídeo no início da reportagem.
A câmera não consegue mostrar o que aconteceu em seguida. Vinte segundos depois do dono do posto descer do carro, o filho sai correndo em direção a ele. O advogado diz que foi nesse momento que o empresário levou o tiro.
Imagens de câmera de segurança mostram empresário indo falar com motorista de ônibus, no estacionamento do posto, em Quatro Barras
RPC/Reprodução
Na manhã desta quinta, um frentista do posto que presenciou a confusão prestou depoimento à polícia. Ele deu uma versão que contesta a do vigilante preso, que afirmou o empresário tentou tirar a arma dele.
“Discordou totalmente da versão do acusado, [dizendo] que não houve essa tentativa de agressão, que foi uma discussão que de repente meteu a mão no peito do Rodrigo e já atirou”, afirmou o superintendente da delegacia, Job de Freitas.
Segundo ele, é prematuro afirmar se ocorreu um homicídio ou uma tentativa de legítima defesa. “Dependemos muita de imagem. Para ter certeza teríamos que ter melhores imagens”, disse o superintendente.
O corpo de Rodrigo Andreatta foi cremado na tarde desta quinta, em Almirante Tamandaré, na região de Curitiba.
O que dizem as defesas
Em nota, a empresa de escolta em que o suspeito trabalha disse que está à disposição da família e que só vai se pronunciar depois da manifestação da Justiça sobre o caso.
O G1 tenta contato com a defesa do suspeito.
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