Justiça determina que Vale retome procedimentos de segurança a empregados em minas de Ouro Preto


Liminar responde à ação civil pública (ACP) do Ministério Público do Trabalho (MPT). Barragem Doutor, na mina Timbopeba, em Ouro Preto, da mineradora Vale
Reprodução/TV Globo
A Justiça determinou, neste domingo (18), que a Vale retome procedimentos de proteção e segurança aos empregados que trabalham em atividades emergenciais no Complexo de Mina Fábrica, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. A decisão é liminar e responde à Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Dentre as obrigações,a mineradora deverá retomar o apoio de helicóptero para as atividades de inspeção e monitoramento, manutenção e correção de anomalias nas barragens de Forquilhas I, II e IV. Como alternativa, a Vale poderá adotar os mecanismos de segurança aprovados por auditoria externa e não realizar atividade presencial com trabalhadores nesses locais, sem que as medidas de proteção sejam adotas.
“Essas medidas de segurança são imprescindíveis para garantir a devida proteção aos trabalhadores e foram previstas pela própria empresa, em um Plano de Segurança entregue em março de 2020. A Vale S.A interrompeu os procedimentos de segurança dos trabalhadores após alterar o grau de risco das barragens (de 3 para 2) à revelia do posicionamento da auditoria Rizzo International”, explicam os seis procuradores do trabalho que assinaram a petição.
Os procuradores salientaram que, por causa da interdição dos Auditores Fiscais do Trabalho no Complexo de Mina Fábrica e também em outras barragens em situação similar, as atividades imprescindíveis para corrigir a situação de grave e iminente risco estão rigorosamente condicionadas à comprovação da garantia de segurança e saúde dos trabalhadores.
Para o juiz do Trabalho substituto Henrique Macedo de Oliveira, é preciso que a empresa assegure tomar todas as providências cabíveis para reduzir riscos inerentes ao trabalho.
“A valorização do trabalho humano passa pelo respeito à dignidade”, ressaltou.”.
Em caso de descumprimento da determinação judicial, a Vale está sujeita a pagar multa diária de R$ 3 milhões por trabalhador prejudicado.
Por volta das 18h, o G1 entrou em contato com a Vale e aguarda o retorno. Esta reportagem será atualizada assim que a empresa se manifestar.
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