Luiz Ruffato revela três livros que marcaram a vida dele


Luiz Ruffato é escritor mineiro, autor de contos, crônicas, ensaios e romances. Dentre os trabalhos do autor estão “Eles eram muitos cavalos”, “Histórias de Remorsos e Rancores” e “O amor encontrado”.
Ruffato é uma das atrações do Fliaraxá 2020. Dessa forma, participará da mesa “A língua para contar: histórias de um povo e de um lugar”, no dia 29 de outubro, às 16h. Além de ser moderador, no mesmo dia, às 18h, da mesa “Que gênero é: conto”.
Filho de um pipoqueiro e de uma lavadeira de roupas, o escritor sempre teve a literatura como norte de vida. Estudou comunicação e começou a escrever. Guarda prêmios como, por exemplo, o Casa de las Américas (2001, 2013) e da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2001).
O escritor Luiz Ruffato dá dicas de leitura para o público do Fliaraxá
Fernando Rabelo
Três livros marcaram a vida do escritor. Ele fala quais são as obras e os motivos.
BABI IAR, DE ANATOLY KUZNETZÓV
Este foi o primeiro livro que Ruffato leu na vida, “portanto, o que mais impacto provocou”, conta. A obra de Anatoly Kuznetzóv, em resumo, é um romance documentário sobre o massacre de Babi Yar. Um assassinato de mais de 33 mil judeus em dois dias de setembro de 1941. O livro foi publicado em 1966.
ILUSÕES PERDIDAS, DE HONORÉ DE BALZAC
“Me impactou por ter sido o que me alertou para o caráter dos seres humanos”, revela. Este título é um dos mais famosos e extensos de Balzac. Retrata, em três partes, a sociedade da França durante a Restauração Francesa (1814-1830), em diversos aspectos. Dessa maneira, o autor trata de vários temas sem descuidar da linguagem.
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, DE MACHADO DE ASSIS
Por fim, a obra de Machado de Assis foi escolhida pelo escritor “por ter sido aquele que me proporcionou reflexões a respeito do ato de escrever”. Do gênero literatura experimental, “Memórias póstumas de Brás Cubas” é uma das principais obras do autor. É considerada marco inicial do realismo no Brasil. É a história de vida de um narrador que está morto.
Sobre o Fliaraxá
O Fliaraxá foi criado em 2012 pelo empreendedor cultural e diretor-presidente da Associação Cultural Sempre um Papo, Afonso Borges. As cinco primeiras edições aconteceram no pátio da Fundação Calmon Barreto, e, a partir de 2017, o festival passou a ocupar o Tauá Grande Hotel de Araxá, patrimônio histórico do Estado de Minas Gerais, edificação construída em 1942. Naquela edição, nasceu também o “Fliaraxá Gastronomia”. Cerca de 140 mil pessoas passaram pelo festival. Mais de 400 autores participaram da programação.
IX Fliaraxá – Festival Literário de Araxá – 28 de outubro a 1º de novembro de 2020
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Informações: fliaraxa.com.br
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