Macron diz que ‘manipularam’ suas declarações sobre caricaturas de Maomé


Em entrevista à Al-Jazeera, presidente da França disse que ‘as pessoas entenderam que sou a favor dessas caricaturas’. ‘Sou a favor de podermos escrever, pensar e desenhar livremente no meu país, pois considero isso importante, representa um direito e as nossas liberdades’, afirmou. Emmanuel Macron, presidente da França, durante pronunciamento enviado à Assembleia Geral da ONU em setembro de 2020
UNTV via AP
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse neste sábado (31) que suas declarações sobre as caricaturas de Maomé foram manipuladas, já que “líderes políticos e religiosos” deram a entender que esses desenhos são “uma manifestação do governo francês” contra o Islã.
“As reações do mundo muçulmano ocorreram devido a muitas mentiras e ao fato de que as pessoas entenderam que sou a favor dessas caricaturas”, disse Macron em entrevista à rede árabe Al-Jazeera.
“Sou a favor de podermos escrever, pensar e desenhar livremente no meu país, pois considero isso importante, representa um direito e as nossas liberdades.”
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O presidente afirmou ainda que a campanha contra os produtos franceses gerada pela polêmica é “indigna” e “inadmissível”. A campanha “tem sido feita por alguns grupos privados porque não entenderam e se basearam em mentiras sobre as caricaturas, às vezes por parte de outros líderes. É inadmissível”, completou.
O comentário de Macron sobre os desenhos foi feito em 21 de outubro, em uma cerimônia no campus da Universidade Sorbonne, em Paris, para homenagear o professor Samuel Paty, decapitado na periferia da capital francesa por um extremista islâmico.
“Nós continuaremos, professor, nós defenderemos a liberdade que você ensinava tão bem e nós levaremos a laicidade. Nós não renunciaremos às caricaturas e aos desenhos”, disse Macron no funeral.
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EPA/BBX
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