Mãe pede ajuda para filho que aguarda por cirurgia para tirar pino da garganta, em Goiânia


Segundo ela, motorista não consegue mexer a cabeça nem se movimentar. Márcia Valéria diz que procedimento já foi desmarcado três vezes. Vander Parreira está internado no Hugo há 11 dias esperando operação. Exame mostra pino na garganta do motorista Vander Parreira, em Goiânia, Goiás
Márcia Valéria/Arquivo pessoal
A mãe do motorista por aplicativo Vander Parreira da Silva, de 34 anos, está angustiada para ajudar o filho que está com um pino na garganta, em Goiânia. Segundo Márcia Valéria de Queiroz, por causa do pino que se deslocou pelo corpo de Vander, o filho não consegue mexer a cabeça nem se movimentar.
Internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) desde o dia 19 deste mês, o motorista aguarda por cirurgia, que já foi remarcada três vezes. A última notícia que a família recebeu, segundo Márcia, é de que o Hugo não realiza esse tipo de cirurgia e que Vander deverá ser transferido para outra unidade, que ainda não foi divulgada.
“É uma angústia tremenda. Ele é pai de duas crianças pequenas. Está internado há dias, já ficou várias vezes sem comer para ser operado e não foi, sente dor, não consegue se alimentar direito. É muito triste”, diz Márcia.
O G1 solicitou, às 7h20, por mensagem, posicionamento do Hugo a respeito das cirurgias desmarcadas e possível transferência do paciente.
A reportagem também entrou em contato, por e-mail, com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), responsável pela Central de Regulação, para obter mais informações sobre o caso de Vander.
“Desde o começo deste mês, meu filho começou a sentir dores e ficar meio torto, mas continuou trabalhando, até que ele passou mal, travou e não conseguia mexer nada. Ele foi socorrido por pessoas na rua e levado ao Crof. Ele foi encaminhado para o Hugo com urgência, mas, chegando lá, eles mudaram a cirurgia para eletiva e até hoje ele não foi operado”, relata Márcia.
Vander Parreira com um dos filhos, em Goiânia, Goiás
Márcia Valéria/Arquivo pessoal
Segundo a professora, o problema teve início há dois anos, quando Vander quebrou a clavícula e passou por uma cirurgia na rede pública. Márcia conta que houve erro médico e o filho perdeu parte dos movimentos de um dos braços. “Ele ficou torto e perdeu cerca de 35% do movimento”, diz.
Por isso, Vander passou por outra operação, desta vez particular, para corrigir os movimentos. A cirurgia foi bem sucedida, segundo Márcia. No entanto, recentemente o motorista descobriu que o pino se soltou durante o pós-operatório e passou a se movimentar pelo corpo.
A descoberta só aconteceu depois que Vander começou a sentir dores e fez um exame de raio-x, que mostrou o pino próximo à garganta.
“A gente não sabia que o pino tinha saído do lugar. Descobrimos recentemente porque meu filho foi ficando torto, foi travando”, explica.
Motorista aguarda por cirurgia para retirar pino da garganta, em Goiânia, Goiás
Márcia Valéria/Arquivo pessoal
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