Mais de 35% dos paulistanos não sai de casa para principal tarefa mesmo com reabertura, aponta pesquisa

É quase o dobro do que no ano passado. Tempo médio perdido no trânsito na cidade de São Paulo, porém, diminuiu, segundo Rede Nossa SP. Pesquisa revela que 35% dos paulistanos trabalha ou estuda em casa
Uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo mostra que mais de um terço dos paulistanos não está saindo de casa para trabalhar ou estudar mesmo após a reabertura econômica na cidade de São Paulo devido à pandemia de Covid-19.
No total, 35% dos entrevistados responderam que não estão saindo de casa para realizar a atividade principal, como trabalho ou estudo, nos últimos meses. É quase o dobro do que no ano passado, sem a pandemia, quando esse número era de 18%.
Mas, para quem sai de casa, o tempo médio de deslocamento diminuiu um pouco, sendo de uma hora e trinta e sete minutos. Dez minutos a menos que no mesmo período de 2019.
Mobilidade mudou
A pesquisa mostrou também que 32% dos paulistanos que não usam a bicicleta como meio de transporte apontam questões de segurança. Em uma cidade que sofre com o sufoco dos congestionamentos, o trânsito reduzido talvez seja das poucas lembranças boas que esse período difícil pode deixar.
A pesquisa mostrou que caminhar mais tem sido uma das alternativas na pandemia, os deslocamentos a pé mais que dobraram em relação ao ano passado. O transporte público foi menos usado por causa do medo do novo coronavírus, mencionado por 35% dos entrevistados.
Os ônibus, que eram usados por 47% dos entrevistados em 2019, agora são usados por 35%. O tempo de espera nos pontos diminuiu entre 5 e 15 minutos segundo a pesquisa, mas a lotação dos veículos continua sendo a principal reclamação, seguida do preço da tarifa.
Juntando ônibus, metrô e trem, 48% dos entrevistados usam o transporte público durante a pandemia, contra 64% usavam no ano passado. Agora tem muito mais gente, segundo a pesquisa, usando transporte particular individual, como moto, carro e táxi: são 52%, contra 35% dos entrevistados em 2019.
“A cidade está muito centralizada. As pessoas tem um deslocamento muito grande a ser feito efetivamente”, diz o coordenador-geral Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.
“Nós temos que descentralizar as oportunidades, os serviços, o acesso à cultura, dessa maneira a gente reduziria o tempo de deslocamento e o desperdício de tempo”, acrescenta ele.
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