Márcio França quer parceria com a GCM para programa de alistamento de jovens em SP


Candidato do PSB à Prefeitura da capital criticou privatizações durante reunião com guardas municipais e defendeu que ‘é equivocado desmoralizar o serviço público’. Márcio França se encontrou com guardas municipais
TV Globo/reprodução
O candidato do PSB à Prefeitura de São Paulo, Márcio França, reuniu-se nesta sexta-feira (16) com representantes do Sindicato Guardas Civis Metropolitano São Paulo (Sindguardas), entidade que congrega cerca de 4 mil dos mais de 6 mil guardas municipais da cidade. Durante o encontro, França prometeu que, caso eleito, ira criar um programa de parceria entre a GCM e a Prefeitura para treinamento de jovens para realizarem tarefas pela cidade.
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França não explicou quais tarefas que seriam feitas pelos jovens treinados. Mas chamou o programa de “alistamento cidadão”.
“E, ela [GCM] vai ter a tarefa em São Paulo de aplicar o alistamento cidadão. É um programa que vai recrutar jovens de 18 anos na cidade. Serão 40 mil jovens, portanto, é dez vezes o tamanho da guarda e eles vão nos ajudar a administrar esses jovens. A gente já fez esse programa, é um programa que dá instrução. Esses jovens ficam nos ajudando em diversas tarefas pelas cidade e os guardas municipais serão os instrutores dessas pessoas. É super importante a gente ter essa parceria e o apoio da Guarda Municipal”, afirmou França no evento.
Durante a reunião, França ouviu reivindicações da categoria e ainda criticou as privatizações.
“Tá sendo feito um grande desmonte da máquina pública, inclusive fazendo tributação acima do permitido na questão previdenciária. Eles [servidores públicos] ficaram desanimados. Hoje, ser servidor público em São Paulo, é como se você fosse uma pessoa errada. Eles passaram num concurso, eles têm direitos”, defendeu França.
“O que está sendo feito aqui em São Paulo, de tentar colocar as pessoas privatizando os processos, inclusive na educação, é equivocado. Com isso, você desmoraliza o serviço público”, afirmou o candidato.
Ao comentar a última pesquisa Ibope, de intenção de votos, onde Celso Russomanno (Republicanos) e Bruno Covas (PSDB) estão tecnicamente empatados, França disse que já viu esse cenário em outras eleições e que ainda haverá mudanças nas pesquisas.
“Então, na minha visão, ou vai o Bruno, ou vai o Russomanno [para o segundo turno]. Do lado de cá, vou eu. É o que eu penso. Agora, isso já aconteceu na eleição passada. Se você olhar essa eleição aqui, ela é muito parecida com a outra, só que cada um faz um papel diferente, no caso, o Doria [João Doria, governador de São Paulo] está substituído pelo Bruno, o Russomanno está substituindo o Paulo Skaf (MDB), eu estou no mesmo lugar que eu estava. É mais ou menos, a mesma coisa que vai se repetir até o final”, disse França.
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