Matadouro clandestino é fechado por falta de higiene; polícia apreende animais e madeira e prende 14 pessoas


Operação Desbate foi realizada pela Polícia Civil e Agência Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH), em Abreu e Lima, no Grande Recife. Animais foram apreendidos durante operação que fechou matadouro clandestino, em Abreu e Lima, no Grande Recife
Polícia Civl/Divulgação
Um matadouro clandestino foi fechado durante uma operação da Polícia Civil e Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH), em Abreu e Lima, no Grande Recife. Na ação, os agentes apontaram a falta de condições de higiene para o abate e venda de carnes para mercados públicos e apreenderam animais.
Além disso, durante ação, as equipes apreenderam dez toneladas de madeira extraída ilegalmente. Por causa desses crimes, 14 pessoas foram presas em flagrante e um adolescente foi apreendido.
Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (28), a polícia e a CPRH repassaram detalhes da Operação Desbate, realizada na sexta-feira (25). Segundo a delegada Thaís Galba, responsável pelas investigações, as pessoas presas vão responder por diversos crimes.
Segundo Galba, eles foram autuados por crimes contra a saúde pública, paz pública, meio ambiente, além de corrupção de menor e posse de arma de fogo adulterada.
“Eles foram autuados pelos crimes ambientais, por maus-tratos que terminam em morte, uma vez que havia animais sendo sacrificados. Houve extração irregular de madeira e ainda corrupção de menor. O dono da área estava ensinando o neto dele como é que faz o abate”, afirmou a delegada.
A operação, segundo a polícia, começou há alguns dias, a partir de denúncias de que a carne estaria sendo vendida no mercado público de Abreu e Lima.
Durante a ação, a polícia encontrou no local um bode abatido e outro que seria sacrificado. Também estavam no matadouro outros 27 animais, sendo 19 porcos e oito bois.
Dez toneladas de madeira ilegal foram apreendidas na ação que fecho matadouro clandestino, em Abreu e Lima, no Grande Recife,
Polícia Civil/Divulgação
As equipes também apreenderam material usado para o abate, como sete facas de corte, uma foice e um machado. Ainda de acordo com a corporação, na casa do dono do terreno foi encontrada uma espingarda calibre 12, de cano cerrado, com munições.
Segundo a corporação, o abate era feito em uma mata. “Os donos colocaram uma lona para tentar despistar, mas não conseguiram, já que chegaram as denúncias até a polícia”, afirmou a delegada.
Além disso, informou a polícia, distante alguns metros da área de abate, as equipes encontraram dois caminhões com madeira. Foram apreendidos uma motosserra, três foices, um martelo e um machado.
“Quando estávamos fazendo as investigações, foi possível ouvir os animais uivando antes de ser sacrificados. Na ação, identificamos que o local não tinha a menor condição de higiene. O caldeirão usado para ferver a água usada para tirar a pele nos animais era imundo”, declarou Thaís Galba.
A delegada disse, ainda, que o proprietário tentou se justificar, repassando informações que os policias já sabiam que não eram verdadeiras.
“Ele tentou dizer, primeiro, que a carne era para churrasco de família. Depois, alegou que vendida de vez em quando para o mercado. Sabemos que isso não é verdade e que o produto era comercializado sim”, afirmou.
Abate era feito em uma área de mata, em matadouro clandestino, em Abreu e Lima, no Grande Recife
Polícia Civil/Divulgação
A coordenadora da CPRH, Silva Valdevino, afirmou que o matadouro fechado não cumpria nenhuma exigência da Vigilância Sanitária nem da legislação ambiental.
Segundo ela, é preciso ter abate com respeito aos animais, cuidados com os resíduos e licença da prefeitura. É preciso, ainda, ter local para armazenar a adequadamente a carne.
No caso de consumir uma carne proveniente de abatedouro clandestino, ela citou os riscos para a saúde humana.
“Esse animais podem ter doenças e isso pode se proliferar pela comunidade. Este abatedouro não tinha menor condições de funcionamento”, declarou.
Para a deflagração da operação, foram mobilizados, no total, 15 policiais civis, entre delegado, agentes e escrivães, além de cinco servidores da CPRH, entre coordenador, analista e assistente de gestão ambiental.
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