Médico é preso após paciente registrar ocorrência de estupro em Uberaba

A ocorrência foi registrada pela PM e o cardiologista foi preso em flagrante; exames apontaram lesões. Polícia Civil investiga o caso; G1 procurou o Conselho Regional de Medicina para comentar o assunto. Um médio cardiologista, de 48 anos, foi preso em flagrante após uma uma mulher, de 32 anos, relatar à Polícia Militar (PM) que sofreu estrupo durante uma consulta particular em Uberaba, nesta quarta-feira (28). Segundo a PM, ela realizou exames no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), onde a equipe médica informou que a paciente apresenta lesões na parte interna da vagina.
A TV Integração procurou a Polícia Civil, que informou que o suspeito foi encaminhado para o sistema prisional e uma investigação foi instaurada para apurar o caso. A polícia não informou detalhes, já que as investigações seguem sob sigilo.
O G1 também procurou o Conselho Regional de Medicina em Uberaba para se posicionar sobre o caso. Mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.
A paciente relatou à PM que em uma primeira consulta, o médico teria apalpado as pernas e seios dela, que ela comentou com o marido, que disse que não era algo normal. No retorno, nesta quarta-feira, o companheiro foi até o consultório com a mulher, mas aguardou na recepção.
A mulher informou aos militares que desta vez o cardiologista iniciou a consulta dizendo que iria examinar as pernas. Ele, então, teria apalpado as penas dela até a virilha e a paciente sentiu ele encostar as arte íntimas nas mãos dela. Em seguida, ele teria massageado as costas da paciente e pedido para que ela relaxasse, quando ele iniciou a penetração.
A vítima disse que empurrou o médico por duas vezes, mas ele puxou os cabelos dela e a obrigou a manter relação sexual. A paciente ainda relatou que o profissional ainda pediu que ela retornasse novamente após 20 dias.
De acordo com a PM, há outras duas ocorrências com relatos parecidos contra o médico, sendo uma registrada em 2010 e outra em 2017. Os militares foram até a casa do cardiologista, que negou as acusações e que o atendimento foi o habitual, pois era um retorno para avaliar resultados de exames. Contudo, foi dada voz de prisão em flagrante e ele foi encaminhado para a delegacia de plantão.
Ainda conforme a PM, o suspeito é chefe do setor de cardiologia do HC-UFTM. A instituição confirmou que médico faz parte do corpo clínico e está levantando informações para se posicionar sobre o caso. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito.
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