Megaoperação da PF contra facção criminosa cumpre mandados em Florianópolis

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta segunda-feira (31) uma megaoperação contra uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas. Batizada de Operação Caixa Forte 2, a ofensiva busca cumprir 623 ordens judiciais – 422 mandados de prisão preventiva e 201 de busca e apreensão em Santa Catarina, outros 18 estados mais o Distrito Federal.

Operação teve início na manhã desta segunda-feira (31) – Foto: PF/Divulgação

Conforme a PF, em Santa Catarina está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão em Florianópolis e um mandado de prisão também na Capital. A localização do suspeito e o local de busca e apreensão não foram informados pela polícia.

Cerca de R$ 252 milhões em contas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital) foram bloqueados. Segundo a polícia, é a maior operação em bloqueios de contas bancárias ligadas ao grupo.

A ação desta segunda-feira envolve cerca de 1.100 policiais federais. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG.

Investigação

A ofensiva tem como base dados obtidos na primeira fase da ‘Caixa Forte’, que identificou os responsáveis pelo chamado ‘Setor do Progresso’ da facção, dedicado à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico.

A PF apontou que tais informações revelaram que os valores obtidos com o tráfico eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do ‘Setor da Ajuda’ – responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.

Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em Presídios Federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevância na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.

Para garantir o recebimento do “auxílio”, os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão.

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