Menina de 12 anos baleada no bairro de Cajazeiras recebe alta de hospital


Caso aconteceu no dia 13 de setembro. Garota que foi atingida por bala perdida em Cajazeiras recebe a visita de policiais
A menina de 12 anos que foi baleada no bairro de Cajazeiras X, em Salvador, recebeu alta do hospital após passar 11 dias internada. Já em casa, a garota recebeu uma visita dos policiais que a socorreram no dia da ação.
O caso aconteceu no dia 13 de setembro, na localidade conhecida como Rótula da Feirinha, quando dois homens não identificados passaram em uma motocicleta atirando em direção a um rapaz, mas a garota acabou baleada.
“Chegaram dois indivíduos na moto já dando vários tiros de rajada. Na hora, a gente se assustou, eu ainda me recolhi um pouquinho, quando retornei, ela já estava baleada. Vi muita gente ao redor, comecei a gritar desesperadamente”, contou Rosemeire Santos, tia da garota.
Menina de 12 anos baleada no bairro de Cajazeiras tem alta de hospital
Reprodução/TV Bahia
Após ser baleada, menina foi levada para o Hospital Eládio Lasserre, onde ficou internada até a última quinta-feira (24). No hospital, ela foi submetida a uma cirurgia para a retirada da bala.
A garotinha está no 6º ano e estuda em uma escola da rede estadual de ensino. Ela mora com a mãe, Iraildes Araújo, que trabalha com reciclagem, outros 5 irmãos e dois sobrinhos. A família dela passa por dificuldade financeira, que se agravou durante a pandemia da Covid-19.
“Antes da pandemia, dava para viver muito bem, graças a Deus. Veio essa pandemia, onde eu botava minha reciclagem, não tem mais onde botar. Veio esse caso dela [filha], tenho que ter muito cuidado estar sempre com ela”, relatou Iraildes Araujo.
Enquanto estava internada, Iraildes disse que a filha pedia para reencontrar os policiais que ajudaram no socorro.
Menina de 12 anos baleada no bairro de Cajazeiras recebe visita de policiais que fizeram socorro
Reprodução/TV Bahia
“Viemos aqui hoje, juntamente com o comandante da companhia, prestar solidariedade e o apoio total a ela. É muito bom para o policial, para o ser humano, saber que uma criança reconheceu nossa atividade, a importância da polícia na prestação de socorro”, disse Daniel, aspirante da Polícia Militar.
A menina ainda sente dores e precisa de cuidados especiais, além de medicamentos e material para curativos. Além disso, ela também vai precisar de fisioterapia e de doações. “Todo mundo junto ajudando ela, o que ela precisar nós estamos aqui, nos momentos bons e nos ruins”, contou Verônica Araújo, irmã da menina.
“Agora sim que dá para ver que nós temos família de verdade, um ajudando o outro”, contou a menina.
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