Menina de 3 anos luta contra doença rara e família cobra fornecimento de remédio pelo Governo do PA


Pai de Eloah, Gilmar Cardoso conta que decisão judicial obriga o Estado a comprar o medicamento que custa em torno de R$60 mil e que a dose precisa ser feita a cada 25 dias. Eloah Cardoso, 3 anos, luta contra doença autoinflamatória rara no Pará.
Gilmar Cardoso / Arquivo Pessoal
A menina Eloah Cardoso, 3, convive com uma doença autoinflamatória rara não definida desde que nasceu e precisa tomar um medicamento, a cada 25 dias, que custa em torno de R$60 mil a dose. Familiares, amigos e pessoas que conhecem a história dela pelas redes sociais fizeram uma manifestação nesta quarta (14), em Belém, para reivindicar a entrega dos remédios pelo Governo do Estado.
A compra das ampolas foi determinada por decisão judicial há cerca de 60 dias, segundo o pai de Eloah, Gilmar Cardoso, de 29 anos. Ele conta que o governo posterga a compra e alega falta de documentação, que várias vezes já foi enviada para a Secretaria de Saúde Pública (Sespa). O G1 solicitou nota da secretaria, mas não havia obtido resposta até a publicação da matéria.
“Nunca dão uma resposta concreta, quando vai ser comprado, e a minha filha tá a cada dia precisando mais e a nossa preocupação só aumenta. Soubemos que ela é a única pessoa com essa doença aqui no estado”, afirma.
Eloah Cardoso, 3, precisa tomar medicamento que custa em torno de R$60 mil a cada 25 dias.
Gilmar Cardoso / Arquivo Pessoal
Segundo os pais da criança, Gilmar e Laís Pantoja, de 25 anos, o corpo de Eloah fica todo inflamado por dentro, incluindo os órgãos e a medicação diminui o risco de falência dos órgãos e até a possibilidade de uma inflamação múltipla comprometer a vida da garota.
“Quando ela nasceu teve suspeitas, fomos identificando as coisas nela, a barriga estendia, ela tinha febre alta de 39.2 graus, a garganta vivia inflamada, a boca seca ferida. Tinha algo errado e rodamos atrás de acompanhamento médico. Hoje, ela faz tratamento e a cada três meses precisa ir até São Paulo para realizar exames”, diz o pai.
Ainda segundo a família, Eloah é acompanhada por profissionais do Hospital Albert Einstein e da Universidade de São Paulo (USP). Após o uso da medicação Ilaris, ela já consegue se alimentar. Antes disso ela só consumia leite.
Manifestação cobra compra de medicamento pelo Governo do Estado do Pará.
Gilmar Cardoso / Arquivo Pessoal
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