Ministério da Agricultura investiga sementes misteriosas vindas da Ásia

Brasileiros receberam as sementes com produtos comprados na internet, em sites e aplicativos estrangeiros. Os pacotes chegaram da Ásia por correspondência, sem que o destinatário tenha pedido. Ministério da Agricultura investiga sementes enviadas com compras da internet
O Ministério da Agricultura está investigando a origem de sementes que brasileiros receberam com produtos comprados na internet. Os pacotes chegaram da Ásia por correspondência, sem que o destinatário tenha pedido.
Gabriel, de Santa Catarina, recebeu as sementes. Publicou a história em uma rede social e marcou a Secretaria de Agricultura.
“A minha esposa fez uma compra em um aplicativo de produtos da China e, quando eles chegaram, junto dos produtos, que eram produtos de decoração de casa, vieram dois saquinhos de sementes”, conta Gabriel Zapella, produtor de vídeos.
Todo o material vai ser analisado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia, referência no país. Os técnicos querem descobrir de que espécies são as sementes e se elas trazem riscos de doenças ou de pragas agrícolas. As análises começaram nesta segunda (28).
“As próprias sementes podem ter sido tratadas com algum tipo de defensivo que seja nocivo à saúde da pessoa”, explica André Brandão Alves, chefe da Divisão de Defesa Agropecuária/MAPA.
Leonardo Machado, engenheiro agrônomo, explica por que o manuseio pode ser perigoso.
“Imagina se uma doença, da soja, por exemplo, nossa principal cultura, que não temos aqui, mas temos em outros países, chegue por meio de uma semente dessa, e comece a se disseminar nas culturas daqui do estado, imagina as perdas que podem causar”, avalia.
Autoridades fitossanitárias registraram casos de envio de sementes para consumidores de oito estados nas cinco regiões do Brasil.
A recomendação do Ministério da Agricultura é que quem receber essas sementes misteriosas não abra os pacotes, não plante, nem jogue no lixo. É importante procurar a unidade do ministério ou da Defesa Agropecuária mais próxima e entregar o material para que a análise possa ser feita.
Foi o que fez a enfermeira Ilona Lachowski.
“Eu tomei o cuidado de ‘não vou abrir isso aí porque eu não sei o que está acontecendo’. O melhor é realmente procurar a autoridade competente mais próxima”, conta.
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