Ministro de Minas e Energia confirma prazo de 26 de novembro para normalizar energia no AP


Apagão já dura 17 dias. CEA informou que, com funcionamento de geradores termelétricos no sábado (21), racionamento dependerá do comportamento do consumidor. Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, visitou subestação de Macapá nesta quinta (19)
Emiliano Capozoli/Divulgação
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, visitou novamente Macapá nesta quinta-feira (19) para acompanhar os trabalhos de restabelecimento do fornecimento de energia elétrica no Amapá. Na ocasião, Albuquerque confirmou o prazo de 26 de novembro para que o serviço seja normalizado.
O apagão no Amapá já dura 17 dias. Foram dois blecautes totais, um no dia 3, que levou 4 dias para ter o fornecimento retomado, e outro na última terça-feira (17), que foi ajustado em cerca de 5 horas. Há investigações abertas em órgãos federais e estaduais para explicar as causas.
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O ministro afirmou que a garantia de 100% do abastecimento de energia ocorrerá com o funcionamento do transformador enviado do município de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá.
“Acreditamos, dentro daquele cronograma que nós temos de ações, que, no dia 26 de novembro, um outro transformador que foi transferido de Laranjal do Jari para a Subestação Macapá, entre em operação. Com isso, nós teremos disponibilidade de energia superior ao que tínhamos no dia 3 de novembro para o Amapá. Teremos uma reserva de energia grande, dando segurança a toda a população do Amapá”, declarou.
Balsa com geradores chegando ao Amapá pelo Rio Amazonas
Rede Amazônica/Reprodução
O equipamento chegou em Macapá na madrugada de quarta-feira (18), após uma grande operação para o transporte, já que ele pesa cerca de 200 toneladas. Foram mais de 30 horas de viagem de balsa.
Albuquerque chegou a anunciar que o restabelecimento total estava previsto para o último fim de semana, o que não ocorreu.
Sobre os geradores termelétricos enviados ao Amapá pela Eletronorte, que devem começar a funcionar no sábado (21), o diretor-presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), Marcos Pereira, não garantiu o restabelecimento de 100% do serviço. Para ele, isso dependerá do comportamento do consumidor.
“A gente tá falando aí de 45 megawatts acrescidos ao que a gente já tinha. Ele fica ali próximo do que seria necessário, só que, se a gente tiver o consumidor agindo de uma forma muito estressada, usando todos os seus aparelhos de ar-condicionado, usando outros equipamentos no mesmo horário de uma forma a utilizar um consumo muito grande dos seus equipamentos, a gente vai ter que ter um racionamento”, falou.
Entenda no vídeo abaixo, em 7 pontos, o apagão no Amapá:
Entenda o apagão no Amapá em 7 pontos
A Justiça Federal definiu que a Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) — responsável pela principal subestação do estado, que é ligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e que pegou fogo no dia 3 de novembro — tem até o dia 25 de novembro para a “completa solução” para o problema.
A crise energética começou após esse incêndio e as causas ainda são apuradas. Com a interrupção do fornecimento, o estado ficou completamente “no escuro” por 4 dias e, em 7 de novembro, começou o rodízio de energia. Atualmente os amapaenses enfrentam fornecimento racionado de 3 em 3 horas e de 4 em 4 horas.
Macapá ficou completamente no escuro após novo apagão nesta terça-feira (17)
Rede Amazônica
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