Moradores de Pilares relatam infestação de caramujos


Descarte deve ser com a mão protegida, e conchas precisam ser destruídas. Moradores de Pilares relatam infestação de caramujos
Moradores de uma rua de Pilares, Zona Norte do Rio, relatam uma infestação de caramujos.
O fenômeno, na Rua Souza Freitas, se intensificou nas últimas semanas. Uma moradora mandou fotos para o Bom Dia Rio e disse que a vizinhança está preocupada.
O biólogo Marcello Mello explicou que a remoção dos bichos deve ser com a mão protegida, seja plástico ou com luvas.
“O certo é colocar dentro de um saco plástico e quebrar a concha, porque ela pode virar um criadouro de mosquito. Jogue cal virgem no caramujo e pode descartá-lo no lixo”, ensinou.
Mello explicou ainda que na África e na Austrália a espécie transmite doenças. “No Brasil não temos o registro disso, mas é importante que a gente tome cuidado”, alertou.
Segundo o biólogo, o caramujo africano foi introduzido na década de 80 no Brasil, no Paraná, para o consumo do escargot.
“Só que os criadores não estavam lucrando com isso. O brasileiro não tem o hábito de comer caramujo. Acabaram descartando na natureza, e essa espécie se alastrou pelo Brasil inteiro, virou um problema incontrolável”, detalhou.
O caramujo africano pode dar até 300 ovos por ano.
Infestação de caramujos em Pilares
Reprodução/TV Globo
O que diz a Comlurb
A Comlurb disse, em nota, que enviará uma equipe da área de Controle de Vetores ao local na segunda-feira (23) para vistoria e fazer a catação dos caramujos africanos.
“O pedido pode ser feito pela central de atendimento 1746 ou pelo site www.1746.rio.gov.br”, destacou.
“O combate ao caramujo africano é realizado em áreas públicas e no interior de residências unifamiliares, unidades escolares e creches públicas, unidades hospitalares governamentais, conjuntos residenciais de baixa renda e unidades religiosas”, ressaltou.
A companhia também enviou dicas de como a população pode ajudar na retirada desses caramujos.
Se uma pessoa encontrar em poucas quantidades, pode fazer a catação dos caramujos e seus ovos com as mãos protegidas por luvas descartáveis ou sacos plásticos. Em seguida, pode destruí-los usando uma das três alternativas:
Cal virgem – esmagando os caramujos e seus ovos, cobrindo-os com cal virgem e enterrando-os;
Sal grosso – colocando os caramujos e seus ovos em um recipiente com água e sal grosso (seis colheres de sopa de sal para cada litro de água). Em seguida, quebre as conchas antes de jogá-las no lixo. O uso de sal no solo deve ser evitado para não salinizar o solo;
Cloro – colocando os caramujos e seus ovos em solução formada uma parte de cloro para três de água e deixá-los lá por 24 horas antes de descartá-los no lixo, com as conchas quebradas.
As conchas devem ser sempre destruídas para evitar o acúmulo de água que leva à proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.