Morte de João Alberto provoca protestos em várias cidades

Em Porto Alegre, um grupo pequeno atacou o supermercado onde João Alberto foi assassinado. O grupo não fazia parte da manifestação pacífica nos arredores da loja. Morte de João Alberto provoca protestos em várias cidades
A morte de João Alberto provocou protestos em várias cidades. Na Zona Oeste do Rio, um grupo fez um protesto silencioso. Em um supermercado, os manifestantes encheram carrinhos de compras e bloquearam a saída de clientes, nos caixas. Entre eles estavam os cantores Nego do Borel e Pretinho da Serrinha. No fim da tarde, a gerência fechou a loja.
Em Belo Horizonte, os manifestantes caminharam em direção a três lojas da região central, onde protestaram.
Em Curitiba, o ato foi em frente a uma unidade do Carrefour, que fechou as portas. Os manifestantes bloquearam uma avenida próxima à loja.
Em Fortaleza, um grupo vestido de preto entrou numa loja da rede e pediu o fim do racismo.
Em São Paulo, um grupo atacou uma loja do Carrefour durante uma manifestação. No fim da tarde, manifestantes caminharam até uma unidade do Carrefour. Ao chegar, um grupo quebrou portas, atirou pedras e conseguiu entrar na loja, onde teve mais quebra-quebra. O carro de um cliente, que estava na porta, foi depredado.
Mais cedo, a marcha da Consciência Negra, em frente ao Masp, não teve violência. Os manifestantes reivindicaram respeito e igualdade e lembraram a violência sofrida pela população negra nas periferias do país. Pediram justiça para vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em 2018, e também protestaram contra a morte de João Alberto.
Um grupo pequeno de vândalos atacou o supermercado onde João Alberto foi assassinado. O grupo não fazia parte da manifestação pacífica nos arredores da loja. A Brigada Militar, como é chamada a PM no Rio Grande do Sul, dispersou os manifestantes e bloqueou a rua em frente ao Carrefour.
Em mais uma nota, o Carrefour informou que todo o resultado desta sexta das lojas da empresa no Brasil vai ser destinado a projetos de combate ao racismo no país seguindo a orientação de entidades reconhecidas na área. O Carrefour declarou que essa quantia não reduz a perda irreparável de uma vida, mas é um esforço para ajudar a evitar que isso se repita.
O Carrefour informou ainda que as lojas do grupo vão abrir mais tarde no sábado (21) para reforçar as normas de atuação dos funcionários e das empresas terceirizadas de segurança e que manterá fechada a loja onde João Alberto Silveira Freitas morreu.
O Carrefour reiterou que nenhum tipo de violência e intolerância é admissível e que não aceita que situações como estas aconteçam.
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