MPPA pede que Mauro Barrozo seja levado a júri popular por triplo homicídio no caso ‘Chacina de Paca’


Alegações finais foram apresentadas à Justiça, pedindo também a soma de tentativa de homicídio. Defesa do réu ainda não apresentou alegações no prazo determinado. Mauro Barrozo após a prisão em Santarém, no Pará
Sílvia Vieira/G1
Nas alegações finais do crime conhecido como “Chacina de Paca”, onde três pessoas foram assinadas e uma sobreviveu, o Ministério Público do Pará (MPPA) pediu que o assassino confesso, Mauro Barrozo, vá a júri popular e responda pelos crimes de triplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio. O caso aconteceu em 2019.
A apresentação das alegações finais foi feita pela 5ª Promotoria de Justiça de Santarém, no oeste do Pará, que agora aguarda o retorno dos autos à Justiça com as alegações finais da defesa, e que o juízo acate o pedido de pronúncia.
A audiência de instrução e julgamento do caso foi realizada no dia 9 de setembro, por videoconferência, com a participação de Mauro e testemunhas. A Justiça tinha aberto prazo de cinco dias para as alegações finais do MPPA e da defesa.
Entretanto, a defesa não apresentou as alegações finais no prazo. O juiz Gabriel Veloso de Araújo, titular da 3ª Vara Criminal de Santarém, intimou os dois advogados para que apresentassem as suas alegações para então assim proceder nas decisões.
Em suas alegações finais apresentadas, a promotora de Justiça Dully Sanae Araújo Otakara reitera a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado em 2019, pois a autoria é inconteste.
“O inquérito policial foi instruído pelo depoimento de diversas testemunhas e outros elementos de prova que deixam claro que Mauro foi o agente dos disparos que mataram as vítimas, assim como este investiu com uma faca contra Luis Jorge. Outrossim, os depoimentos colhidos em juízo reiteram a autoria do denunciado, sendo todos uníssonos em delimitar o modo como os crimes se deram”, disse.
A chacina
Mauro Barrozo está preso desde o dia 6 de junho. Ele foi capturado pelas polícias Civil e Militar, após 11 dias de buscas nas matas do município de Belterra. Mauro matou a tiros de espingarda: Pedro Boschetto, 63 anos, Raimundo Silva de Paula, 43 anos, e Douglas Boschetto de Paula, 12 anos, na comunidade Paca, no dia 27 de maio. Um filho de Mauro também foi encontrado morto, mas teria sido vítima de um tiro acidental dado pelo irmão.
O assassino confesso foi preso após descer de um ônibus na BR-163, à altura do bairro Matinha, zona urbana de Santarém. Ele estava acompanhado pela mãe e por seu filho Daniel. Os três caminhavam às margens da rodovia quando foram localizados por uma viatura do Grupamento Tático Operacional (GTO), depois de o motorista do ônibus avisar a polícia que ele havia pego a condução no quilômetro 72 e descido no bairro Matinha.
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