Mulher mata filho com facada no peito e alega que agiu para defender ela e o companheiro durante briga, diz polícia


Segundo delegado, suspeita alegou que reagiu após filho tentar agressão, em Mutunópolis. Vítima, de 21 anos, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Padrasto está desaparecido. José Júnior foi morto com uma facada no peito desferida pela mãe
Arquivo pessoal
Uma mulher de 37 anos foi presa suspeita de matar o próprio filho, de 21 anos, com uma facada no peito, em Mutunópolis, região norte de Goiás. Segundo a Polícia Civil, ela confessou ter aplicado o golpe, mas disse que agiu em legítima defesa para proteger a si e o companheiro, de 22, padrasto da vítima, durante uma discussão.
A corporação informou que a mulher ainda não apresentou advogado.
Os nomes dela e o companheiro não foram divulgados. Já a vítima foi identificada como José Carlos da Silva Junior. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (16). De acordo com o delegado André Medeiros, responsável pelo caso, o rapaz foi ferido durante uma discussão, cuja motivação ainda é desconhecida.
“A mulher e o companheiro passaram o dia ingerindo bebidas alcoólicas. Segundo ela, o filho chegou, houve uma confusão e ele tentou agredir o padrasto. Ela entrou no meio e disse que também foi agredida. Então, ela relatou que pegou uma faca para se defender e atingiu o peito dele”, disse ao G1.
A vítima chegou a ser socorrida por outras pessoas e levada a uma unidade de saúde de Mutunópolis. Por seu estado ser grave, ela chegou a ser transferida para a Unidade de Pronto Atendimento de Porangatu, distante 47 km, mas não resistiu e acabou morrendo já na madrugada de sábado (7).
Vizinhos acionaram a PM, que foi ao local e prenderam a mulher em flagrante. Já o companheiro dela desapareceu logo após o crime, assim como a faca usada no homicídio. O delegado tenta localizá-lo para que ele preste depoimento.
O jovem morava com a avó. Medeiros afirmou que ele não se dava bem com a mãe e que não aceitava o relacionamento atual dela.
A mulher deve responder pelo crime de homicídio qualificado, por motivo fútil. Se condenada, pode pegar até 30 anos de prisão.
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