‘Não pode ser financiado por um puxadinho’, diz Guedes sobre Renda Cidadã

Diante da série de críticas à decisão de transferir recursos do pagamento de precatórios e do Fundeb para o renda Renda Cidadã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o programa social idealizado pelo governo federal não pode ser financiado por um “puxadinho”. “Como é uma despesa permanente, tem que ter uma receita permanente. Não pode ser financiado como um puxadinho ou ajustes. O pacto federal, com gatilhos e propostas, devolve o orçamento público para a classe política e segue no Senado. A reforma administrativa já entrou na Câmara e a tributária está indo por fases”.

Em participação surpresa da apresentação dos dados do Caged de agosto nesta quarta-feira, 30, Guedes afirmou que a equipe econômica está respeitando o teto de gastos, e voltou a defender a junção de outros benefícios sociais para a formulação do substituto ao Bolsa Família. “Tivemos lá atrás a fusão de dois ou três programa sociais e virou o Bolsa Família. Da mesma forma agora podemos juntar 27 programas sociais e dar uma calibragem adicional para que seja um pouso suave do auxílio emergencial. Essa ação é transitória, e temos que  aterrissar em um programa social robusto, consistente e bem financiado.”

O líder do governo no Senado Federal, senador Fernando Bezerra Coelho, afirmou hoje que o governo federal manterá o modelo de financiamento, a despeito da resistência de congressistas e das críticas de que o movimento é uma forma de “driblar” o teto de gastos. “As propostas continuam de pé, foram as primeiras reações e agora intensificamos o diálogo com as lideranças, com senadores e deputados e vamos demonstrar que, entre as alternativas colocadas, vamos respeitar o teto de gastos. Esses dois instrumentos não são únicos, o senador Márcio Bittar (MDB-AC) vai apresentar seu relatório hoje detalhando outros instrumentos para uma compreensão melhor sobre a proposta.”

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